O Legado dos mega eventos e as oportunidades para as TI

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Todavia, a pergunta não cala: E o legado? Será que depois da Copa os brasileiros terão direito a conexão dentro dos estádios, será que as empresas poderão desenvolver aplicações (gerando empregos e arrecadando impostos), será que os clubes brasileiros poderão ter a mesma fonte de renda que os americ

A Tecnologia da Informação pela sua transversalidade contribui para um cenário propício para o desenvolvimento e geração de oportunidades de negócios que sejam capazes de realizar um efeito de propulsão em micro e pequenas empresas. O grau de maturidade e o viés inovador das TI do Rio será uma importante vantagem competitiva quer na busca de negócios ao longo do ciclo dos megaeventos, quer gerando uma experiência de valor para replicação futura. Com isso em mente, iniciamos os debates sobre este assunto em 2009 durante o Rio Info com o “Encontro TI Desportos”, na ocasião o Rio ainda não havia sido indicado como cidade olímpica. A repercussão foi grande e repetimos o “TI Desportos” nas edições seguintes, e como consequência foi criada a Rede Rio TI Desportos, que se reúne periodicamente, promovendo integração e parcerias entre as empresas, mas principalmente gerando oportunidades de negócios. A rede atoou junto à equipa de tecnologia dos Jogos Militares acompanhou o evento e realizou um balanço dentro do Rio Info este ano.
 

A Rede Rio TI Desportos acumulou experiência de contatos com operadores de estádio e eventos tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Estes contatos e experiência com americanos e europeus mostram que durante os eventos esportivos, uma importante fonte de rendimento, geração de empregos e arrecadação de impostos vem da implementação e uso de aplicações, em especial de comércio eletrônico. Estas aplicações são utilizadas inclusive na racionalização do fluxo de pessoas dentro dos estádios, aumentando assim a segurança, a limpeza e a conservação das instalações.
 

Muito se fala em relação aos legados dos eventos, porém como é possível motivar e sensibilizar as empresas (além de cobrar a responsabilidade) a desenvolverem aplicações brasileiras para nossos eventos se a realidade tecnológica da maioria dos estádios do Rio de Janeiro (e não é diferente no restante do Brasil) é sofrível? Ou seja não há rede Wi-Fi, nem 3G além do serviço de rede móvel ser subdimensionado. Temos certeza de que na Copa do Mundo a Fifa vai exigir que exista a tal conectividade para rodar suas próprias aplicações. Todavia, a pergunta não cala: E o legado? Será que depois da Copa os brasileiros terão direito a conexão dentro dos estádios, será que as empresas poderão desenvolver aplicações (gerando empregos e arrecadando impostos), será que os clubes brasileiros poderão ter a mesma fonte de renda que os americanos e europeus?

É fundamental refletir sobre estes pontos, queremos ser espectadores ou protagonistas nos megaeventos?

 


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