Governo analisa ajuda de outros países para continuar pesquisas na Antártida

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A Marinha estima que 70 por cento da base, em funcionamento desde 1984, tenha sido atingida.

Os corpos dos dois militares deverão chegar ao Brasil na terça-feira.

 

Brasil poderá contar com a ajuda de países sul-americanos para dar continuidade às pesquisas que estavam a ser realizadas na Antártida, até que a antiga base, atingida por um incêndio no sábado, seja reconstruída.

Durante a receção aos brasileiros resgatados, que chegaram hoje de madrugada ao Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Celso Amorim, admitiu a possibilidade de utilizar as infraestruturas de nações amigas durante o período de reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, informou a Agência EFE.

O ministro brasileiro estima que sejam necessários pelo menos dois anos para a reconstrução da infraestrutura militar e científica, onde importantes pesquisas eram desenvolvidas por investigadores brasileiros.

Outra possibilidade será a transferência de parte dos estudos para o navio polar brasileiro Almirante Maximiano, que opera desde 2009, na Antártida, e ajudou a prestar socorro às vítimas do acidente.

Em entrevista do diário local “O Globo”, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, determinou que um estudo fosse realizado para avaliar a viabilidade de o navio funcionar como uma base provisória de estudos.

O navio foi restaurado recentemente e possui cinco laboratórios, além de capacidade de receber helicópteros.

O incêndio, cujas causas ainda não foram determinadas, teve início na praça das máquinas, onde fica o gerador de energia da base, segundo um comunicado da Marinha do Brasil.

Cerca de 40 pessoas estavam no local, entre cientistas, militares e funcionários do Ministério do Meio Ambiente, além de um alpinista. Dois suboficiais faleceram e um sofreu queimaduras e está fora de perigo.

Os resgatados foram transferidos inicialmente para a base chilena Eduardo Frei e, em seguida, transportados para a cidade de Punta Arenas, também no Chile.

A equipa chegou esta madrugada no Rio de Janeiro após uma escala em Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde quatro pesquisadores desembarcaram.

O militar ferido foi encaminhado para o hospital da Marinha Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.

Catorze militares permanecem na região atingida, para avaliação dos danos provocados pelo incêndio. A Marinha estima que 70 por cento da base, em funcionamento desde 1984, tenha sido atingida.

Os corpos dos dois militares deverão chegar ao Brasil na terça-feira.

 


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