f-commerce: Vender dentro do Facebook, resultados ainda inexpressivos

HOME

O esforço e o investimento que se faz para ter um CURTIR, um COMENTÁRIO ou um COMPARTILHAMENTO deve ainda ser maior para fazer com que os seguidores passem a ter também interesse e confiança de COMPRAR, pois a loja tem que ter a preocupação de implantar conceito e cultura de compra/venda neste ambie

Apesar do f-commerce ser uma nova realidade nas FanPages das Lojas Virtuais (começou no ano passado) a maioria dessas Lojas são de pequenos negócios que vendem seus produtos. Esse tipo de aplicativo ou ferramenta que gera lojas virtuais automaticamente dentro do Facebook já são utilizados nos EUA há mais de dois anos e mesmo lá os números também não são expressivos. Aliás, ainda são inexpressivos comparando ao volume global de vendas online.
 
Para se ter uma ideia, as projeções de faturação para 2015 nos Estados Unidos são de US $15 Bilhões. Porém, os maiores Cases de f-commerce nos EUA são de marcas muito famosas e com muitos fãs e mesmo assim ainda apresentam faturação em 2011 bem aquém do projetado, representando apenas uma pequena parcela de suas vendas:
 
·    Coca-Cola = US $24 Milhões
·    Starbucks = US $20 Milhões
·    Disney = US $19 Milhões
·    NetFlix, P&G, entre outras
Estes aplicativos funcionam de forma simples: as FanPages das Lojas oferecem ofertas de inúmeros produtos e os e-consumidores podem escolher, botar no carrinho de compras e comprar, além de curtir e compartilhar.
 
Mas se é tão simples, por que então as vendas não decolaram? Primeiro é importante salientar que as pessoas e mesmo as marcas ainda estão se adaptando e se ambientando ao advento das Redes Sociais. É fato que as pessoas gastam muito tempo nas media sociais e compartilham muito conteúdo e experiências de compra, mas efetivamente ainda não se acostumaram a apertar o botão COMPRAR dentro da rede social.
 
Além disso, por ser uma rede social, existe a questão de privacidade e segurança, por isso, são poucos os compradores que confiam botar seus dados de cartão de crédito lá naquele ambiente (mesmo com promessa de segurança de integradores de meios de pagamento). Outro importante ponto que para mim devemos ter atenção, é que as soluções para f-commerce disponíveis no mercado ainda não são perfeitas, são genéricas e criadas para a venda de todo tipo de produto na prateleira, sem se ater aos detalhes e especificações de cada tipo de produto ofertado, além de não terem uma gestão (retaguarda) personalizada para cada modelo de negócio. Claro que existem os projetos específicos e nativos para o Facebook, (não são desses que eu estou comentando!).
 
Usar interações entre os consumidores no Facebook é uma ação extremamente interessante e comprovadamente vencedora. Porém, considerar que criar uma loja dentro desta rede social é somente colocar produtos para vender e pronto, é um grande engano e perda de tempo. O esforço e o investimento que se faz para ter um CURTIR, um COMENTÁRIO ou um COMPARTILHAMENTO deve ainda ser maior para fazer com que os seguidores passem a ter também interesse e confiança de COMPRAR, pois a loja tem que ter a preocupação de implantar conceito e cultura de compra/venda neste ambiente específico.
 
Nós na Plataforma de Internet Ticketing, Show de Ingressos, fomos pioneiros no Brasil a operar o f-commerce, no início foi um grande diferencial competitivo, porém os resultados em vendas não se comparam até hoje com o da loja no ambiente web normal.
 
Por fim, uma vez que é tudo tão novo, a verdade é que as pessoas ao redor do mundo ainda não estão pensando sobre Facebook quando estão com vontade de comprar alguma coisa online.
E as perspetivas e esperanças continuam … que venham os resultados em 2012!!


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor