Inventor do atendedor de chamadas Bina ainda luta pelos seus royalties

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O processo que o opõe a várias entidades já o fez vender três apartamentos para suportar honorários jurídicos mas se vencer pode ser recompensado em cerca de
185 bilhões de reais, por vinte anos de utilização indevida da sua invenção.

 

Uma invenção que facilitou as comunicações via telefone: o atendedor que identifica quem está do outro lado e nos permite decidir se este é o melhor momento para atender as chamadas, de seu nome Bina é invenção do brasileiro Nélio José Nicolai que registou a sua patente já no início de 1980.

Foi preciso perceber-se que esta seria uma novidade bem aceite pelo mercado para que imediatamente os problemas entre Nélio Nicolai e os seus sócios começassem: desde a importação de peças do estrangeiro por parte de uma das suas clientes até ao pedido feito pela Ericsson para que a sua patente fosse revogada, foram várias as estratégias de apropriação desta novidade e o resultado é que o seu inventor tem tido mais dissabores do que ganhos com o Bina, o atendedor original.

Uma vez que a lei brasileira prevê que a validade das patentes se estenda por períodos de vinte anos, este tem neste momento apenas mais um ano de posse sobre os direitos de produto, mas ainda não ganhou qualquer contrapartida pelo Bina. O processo que o opõe a várias entidades já o fez vender três apartamentos para suportar honorários jurídicos mas se vencer pode ser recompensado em cerca de
185 bilhões de reais, por vinte anos de utilização indevida da sua invenção.

 


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