Empresas sentem necessidade de reorganizar o seu portefólio de aplicativos de BI

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“Os sectores com maior maturidade nesta temática, nomeadamente a Banca, os Seguros e as empresas de Telecomunicações, apostam em projectos de otimização das soluções existentes”.

Às exigências na gestão das empresas em que se pretende um maior rigor, quer no controlo dos custos, quer no controlo das atividades operacionais para garantir que é executado o que está planeado com os recursos que estão identificados. Adicionalmente às empresas um maior rigor nas decisões e, em particular, naquelas que representam novos investimentos. Ou seja, qualquer novo investimento tem de ser bem fundamentado e justificados os possíveis benefícios. “Todas estas situações exigem uma maior utilização e maturidade dos processos de decisão e por sua vez do Business Intelligence”, disse à “B!T” Pedro Dias, business developer da SAS.
Para este responsável, e questionado sobre até que ponto as empresas estão, hoje, sensibilizadas para gastar parte do seu orçamento de TI em Business Intelligence, existiu uma fase, durante os últimos anos, em que as empresas se viraram, claramente, mais para as soluções de negócio e menos para as questões mais tecnológicas. “Devido à explosão de informação que se tem verificado actualmente nas volumetrias de dados utilizados e à dificuldade em responder com eficiência às necessidades e exigências dos usuários com as ferramentas tradicionais, volta a se sentir por parte das empresas à necessidade de reorganizar o seu portefólio de aplicativos de Business Intelligence, de forma a responder a temas como Self-service BI, Big Data, BI anywhere, entre outros”.
 
Os argumentos do BI
 
No entanto, existem vários argumentos para cativar um empresário para o Business Intelligence, diz este responsável. Desde a adoção de um ambiente corporativo de suporte à decisão, que irá garantir uma visão única e consistente da empresa a todos os departamentos, passando pela análise imediata de problemas correntes na organização, até à capacidade de identificar tendências e oportunidades para se destacar face à concorrência de forma a aumentar a quota de mercado, as receitas e o respectivo rentorno da organização.

No entender da SAS, existem alguns vetores que devem ser considerados nos projetos corporativos complexos. O apoio da gestão, a gestão da informação como um ativo estratégico e corporativo, a motivação da empresa e capacidade de gerenciamento da mudança, ter equipas motivadas e especializadas e o recurso a soluções de negócio no lugar de tecnologias de base.
Atualmente, o SAS tem clientes em mercados maduros que também já têm estabilizados os seus sistemas operacionais, explicou Pedro Dias. Os grandes clientes são claramente de três áreas funcionais – risco, marketing e gestão – e de três grandes indústrias – banca, seguros e telecomunicações. “Estamos agora assintido a um interesse de outras indústrias como a Administração Pública e as ‘utilities’. Outro aspeto importante do nosso cliente típico é a sua capacidade em utilizar de grandes volumes de dados e de funcionalidades analíticas para poder decidir de forma proactiva, antecipando o que poderá acontecer num futuro próximo”.

Para Pedro Dias, o “Big Data Analytics” é sem dúvida um dos caminhos chave para o futuro do Business Intelligence. “O valor acrescentado que esta análise analítica de grandes volumes de informação pode trazer, em tempo útil, ao negócio e a ajuda que pode dar na tomada de decisões, transformando informação relevante em verdadeiro valor de negócio para captar novos clientes, reter clientes existentes, optimizar campanhas e melhorar a oferta por segmento e cliente, é determinante”. De acordo com vários estudos citados por Pedro Dias, se prevê que as organizações que conseguirem explorar “Big Data” em pouco tempo venham a liderar o mercado nos seus segmentos.
 
AP em busca do BI
 
O responsável enfatizou o facto de estar a assistir a uma contínua e sustentada procura de soluções de Business Intelligence, sobretudo por parte da Administração Pública, dos grandes grupos de Retalho e das “Utilities”. “Os sectores com maior maturidade nesta temática, nomeadamente a Banca, os Seguros e as empresas de Telecomunicações, apostam em projectos de otimização das soluções existentes”.


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