ABES Software Conference discute as oportunidades e desafios da TI brasileira

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A inovação foi o tema central da ABES Software Conference 2013, que reuniu mais de 150 empresários, pesquisadores, representantes de órgãos governamentais e diretores da ABES. O público acabou por lotar o auditório e assistiu a abertura, realizada por Jorge Sukarie, presidente da entidade, que ressaltou a importância do encontro e todas as mudanças do

A inovação foi o tema central da ABES Software Conference 2013, que reuniu mais de 150 empresários, pesquisadores, representantes de órgãos governamentais e diretores da ABES.

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O público acabou por lotar o auditório e assistiu a abertura, realizada por Jorge Sukarie, presidente da entidade, que ressaltou a importância do encontro e todas as mudanças do mercado mundial de TIC.

“Oportunidades e Desafios para a TI Brasileira” foi o tópico que estimulou o primeiro painel da conferência. Guilherme Bernard, da empresa Reason Tecnologia, iniciou a rodada de palestras e apresentou alguns caminhos para o crescimento baseado na inovação. O executivo destacou a importância de se estabelecer uma cultura de inovação, envolvendo todos os colaboradores em busca de excelência para o fornecimento de soluções aos clientes.

A Reason é uma empresa vencedora, que ganhou o prêmio Finep Inovação em 2011, tendo-se consolidado como fornecedor na área de oscilografia, qualidade de energia e sincronismo temporal para os setores elétrico e industrial. Desde 2008, a empresa vive um processo de internacionalização, com um braço industrial localizado na Alemanha. “Crescemos, atualmente, cerca de 20% ao ano e temos o compromisso de investir, pelo menos, 10% da receita em P&D”, informou.

José Henrique Dieguez Barreiro representou a Secretaria de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Numa apresentação bastante detalhada, o palestrante falou da importância do ministério ter assumido o papel de gestor e incentivador da inovação no Brasil há aproximadamente dois anos. “Essa decisão levou a uma mudança de postura, tem contribuído para o desenvolvimento de políticas públicas e para a criação de uma visão de longo prazo. O Brasil tem potencial para ser um player internacional de relevância, mas precisamos pensar onde queremos estar daqui a 15 anos”, explicou.

O programa Startup Brasil, que integra o Plano TI Maior, foi citado como um dos projetos efetivos do MCTI, que promoveu a união de governo, setor privado, academia, empreendedores e mercado de capitais. “Ficamos positivamente surpresos, pois recebemos mais inscrições de startups e incubadoras do que prevíamos”, completou José Henrique.

Este primeiro painel contou ainda com a participação de Eduardo Costa, consultor, professor e diretor geral do ÁgoraLab, cujo tema da apresentação foi  Smart Citiese Inovação. Na avaliação do especialista,  já existe um consenso no mercado de que a inovação é importante – o que é necessário é colocar a teoria em prática. “O processo de urbanização é uma realidade. Até 2030, a projeção é que mais de 75% das pessoas estarão morando nas cidades e não no campo. Como fazer esta gestão para que uma metrópole, como São Paulo, não pare com o trânsito caótico?”.

Na opinião do especialista, a solução dos problemas envolve entendimento profundo das necessidades das pessoas – a tecnologia deverá ser colocada a serviço dos seres humanos. “Em alguns casos, se dá muita ênfase à cidade digital, sem a devida atenção aos cidadãos”. Para as empresas de software e TI, Eduardo listou várias oportunidades de negócios que a construção de cidades inteligentes oferece: monitoramento, sensores, centros de operação, governança eletrônica, big data, mobile apps e MOCC – massive online open course (ensino à distância e aberto).


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