Brasil está atrasado em relação ao IPv6

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O lento progresso do Brasil no sentido de se preparar para o IPv6, novo protocolo de endereçamento da internet, pode ameaçar a capacidade das empresas baseadas no Brasil de competir no cenário internacional, diz a PromonLogicalis. Aliás, na lista das nações mais preparadas para o novo protocolo, baseada em dados coletados pela Cisco, o Brasil

O lento progresso do Brasil no sentido de se preparar para o IPv6, novo protocolo de endereçamento da internet, pode ameaçar a capacidade das empresas baseadas no Brasil de competir no cenário internacional, diz a PromonLogicalis. Aliás, na lista das nações mais preparadas para o novo protocolo, baseada em dados coletados pela Cisco, o Brasil ocupa atualmente a 10ª posição nas Américas e a 59ª posição em uma lista mundial.

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Lucas Pinz, gerente de tecnologia da PromonLogicalis, admite que a ausência de iniciativas para a adoção do IPv6 implica diretamente na continuidade dos negócios, agilidade e competitividade das empresas. “Esta é, sem dúvida, uma preocupação para as empresas brasileiras. O IPv6 pode soar como uma questão tecnológica, mas estar desfasado em relação a outras nações, sejam elas parceiros comerciais ou concorrentes, pode trazer sérias consequências para a competitividade. A mudança para o IPv6 vai garantir que as oportunidades de crescimento sejam preservadas. Não seria nada bom o Brasil ficar para trás”, afirma o executivo.

Desenvolvido para substituir o protocolo IPv4, que já está esgotado em grande parte do mundo, o IPv6 permite a criação de um número praticamente infinito de endereços públicos de internet e apoia o crescimento contínuo da rede e a habilitação cada vez maior de uma vasta gama de produtos e serviços. O novo protocolo garante a capacidade necessária para suportar, por exemplo:

• A proliferação de dispositivos móveis, e das estratégias de mobilidade que são cada vez mais importantes para a competitividade;

• A chamada “internet das coisas”, ou seja, a crescente conectividade em carros, sensores residenciais, monitores de frequência cardíaca e eletrodomésticos;

• Novas demandas geradas por aplicações industriais e residenciais, sistemas de transporte conectados à nuvem, serviços integrados de telefonia, redes de sensores, computação distribuída e jogos on-line.

“Essa pode não ser uma questão crítica de negócio agora, mas não é razão para a inércia. Tal como acontece com todas as oportunidades de crescimento, chegar atrasado não é uma boa opção. Embora os provedores de infraestrutura e serviços já estejam caminhando na direção do IPv6, as empresas e o setor público também devem se preparar para o novo protocolo agora, antes que o Brasil fique ainda mais atrasado”, conclui Pinz.


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