Computação em nuvem potencia pequenas e médias empresas

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A crise econômica global, associada à saturação de determinados mercados, tem impulsionado as empresas a cada vez mais se focarem no aumento de eficiência e competitividade, bem como na redução de custos. Investimentos em tecnologias, como computação em nuvem, têm se tornado fundamentais na conquista de tais objetivos, revela um estudo da Frost & Sullivan em

A crise econômica global, associada à saturação de determinados mercados, tem impulsionado as empresas a cada vez mais se focarem no aumento de eficiência e competitividade, bem como na redução de custos. Investimentos em tecnologias, como computação em nuvem, têm se tornado fundamentais na conquista de tais objetivos, revela um estudo da Frost & Sullivan em parceria com a software-house alemã SAP.

Grafico

‘’Empresas de diversos segmentos têm buscado a nuvem para conquistar diferenciais competitivos como elevada disponibilidade e escalabilidade de seus sistemas e redução de custos. Além desses benefícios, fatores como continuidade dos negócios e facilidade no uso também são impulsionadores da nuvem no Brasil’’, analisa Fernando Belfort, líder de tecnologia da Frost & Sullivan para América Latina.

A nuvem também pode ser altamente benéfica para pequenas e médias empresas (PME), garantem os especialistas. “No passado, empresas de pequeno e médio porte que almejavam utilizar soluções de tecnologia de ponta enfrentavam barreiras de custo impeditivas. Com a computação em nuvem, o acesso a essas tecnologias tornou-se uma realidade possível”, comenta Belfort.

No médio prazo, cerca de 45% da receita com serviços na nuvem serão provenientes do segmento de PME, diz o estudo. Para Sandra Vaz, vice-presidente de vendas para ecossistema e canais da SAP SoLA (Southern Latin America), a busca por competitividade, tanto no mercado interno quanto externo, está levando as PME a investir em tecnologia para alcançarem maiores eficiência operacional e produtividade e um melhor controle do negócio.

Com o aumento da formalidade no setor, a demanda por software de gestão cresceu e a SAP, que já possui uma solução de gestão específica para as PME, o SAP Business One, então, criou o conceito de nuvem gerenciada como serviço. “Neste modelo, as empresas podem usar o software como um serviço, pagando mensalmente pelo uso e sem ter de despender recursos em infraestrutura e equipamentos de hardware. Com isso, as PME têm tecnologia de ponta por um custo reduzido. Assim, esta economia de recurso pode ser direcionada para o desenvolvimento do negócio”, diz Sandra, ressaltando que, hoje, todo o portfólio de soluções da SAP está disponível na nuvem e com as mesmas funcionalidades da versão convencional.

A Bioenery é um exemplo de empresa que optou pela nuvem. A companhia brasileira, que desenvolve projetos para captação de energia renovável na região Nordeste, adotou a solução de gestão SAP Business One para ter processos melhor estruturados, além de um maior controle da operação e de conformidade com as expectativas dos investidores. “A busca pela adequação a processos consistentes para a administração da BioEnergy e a necessidade por terceirizar a gestão de nosso ambiente de ERP nos levou à contratação do SAP Business All in One, em nuvem, o que permite um reduzido esforço de gestão de TI”, afirma George William Jones, diretor financeiro da Bioenergy.

De acordo com estudo da Frost & Sullivan, em 2012, apenas 23,1% das empresas entrevistadas haviam implementado ou estavam em processo de implementação de uma solução na nuvem, enquanto que 38,8% possuía algum projeto piloto ou estava estudando o conceito, evidenciando um cenário positivo.

Dentre as empresas que já adotaram alguma solução na nuvem, o software como serviço (SaaS) apresenta, com larga distância, a maior penetração: 88%. A adoção de infraestrutura como serviço (IaaS) e plataforma como serviço (PaaS) foi menos expressiva, registrando 42% e 39% de penetração, respectivamente.

Apesar do cenário promissor para o mercado brasileiro de Computação em Nuvem, ainda há barreiras a serem vencidas e conceitos a serem desmistificados. Dúvidas com relação à segurança na nuvem foram citadas por 69% das empresas entrevistadas como o principal inibidor da adoção de soluções em Cloud. Outros fatores como conectividade e dificuldades de integração com a infraestrutura legada também representam barreiras para a adoção da nuvem no Brasil.

Devido ao seu impacto em diversas áreas da organização, como finanças, estratégia e tecnologia, as decisões com relação à adoção e escolha de um provedor de nuvem têm cada vez mais se tornado um tema estratégico e envolvendo não só o CIO, mas também o CFO e o CEO.

A estratégia de expansão da SAP para o segmento de PME compreende um modelo de negócio baseado em parcerias com empresas especializadas em determinadas tecnologias e em atender setores de mercado específicos, como o de óleo e gás, por exemplo.

“A companhia vem obtendo resultados positivos. Atualmente 70% da base de clientes da SAP são pequenas e médias empresas e no último trimestre o modelo de vendas indiretas teve um salto de 263% frente ao mesmo trimestre do ano passado e, hoje, já responde por 46% do montante das vendas”, revela a empresa.

Um dos principais responsáveis por esse crescimento foi a grande aceitação no mercado do modelo de nuvem gerenciada como serviço, anteriormente chamado pela empresa de ITO (Infrastructure Technology Outsourcing), explana a SAP. “A modalidade permite que os parceiros customizem soluções SAP para atender a desafios específicos de empresas de variados segmentos, oferecendo aplicações em nuvem. Entre as empresas do ecossistema de canal da SAP que já estão utilizando esse modelo estão: EngineBR, ITST, MC1, Ramo Sistemas, Resource, SQL Tech, T-Systems e a VERT”.


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