USB responsável por 30% das infecções por malware

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Todos os dias somos inundados por notícias que alertam para a necessidade de estarmos protegidos quando andamos a passear pelo mundo da internet. Mas então e as ameaças offline?, questiona a Kaspersky numa nota enviada hoje à comunicação social. “É importante não esquecer que os equipamentos não estão apenas vulneráveis a ciberataques. É cada vez

Todos os dias somos inundados por notícias que alertam para a necessidade de estarmos protegidos quando andamos a passear pelo mundo da internet. Mas então e as ameaças offline?, questiona a Kaspersky numa nota enviada hoje à comunicação social. “É importante não esquecer que os equipamentos não estão apenas vulneráveis a ciberataques. É cada vez mais comum os cibercriminosos explorarem novas vias de ataque às suas vítimas, como é o caso dos dispositivos de armazenamento amovíveis”.

Kaspersky Labs 01-2009

Segundo o último relatório de malware da Kaspersky Lab, 30% das infecções de malware espalham-se através das memórias USB ou de cartões SD. “Este tipo de dispositivos é frequentemente utilizado, tanto para partilhar documentos com os colegas de trabalho como para passar fotos a amigos e familiares. Ainda que pareçam inofensivos, se caírem em mãos erradas podem revelar-se muito perigosos”.

A empresa especializada em segurança dá o exemplo de um atacante que infecta um equipamento com um malware introduzido numa memória USB, que depois de ligada ao computador da vítima pode continuar a espalhar esse mesmo malware por outros equipamentos. “Estes dispositivos amovíveis também se podem utilizar para roubar informação directamente do computador ou, dado o seu tamanho tão pequeno e compacto, correm o risco adicional de serem roubados ou perdidos”.

Assim, a Kaspersky Lab oferece uma série de conselhos que poderão ajudar o utilizador a manter as suas memórias USB limpas e livres de vírus:

  1. Configurar o sistema operativo para que não se executem ficheiros na USB. Se um atacante deixar uma pen USB infectada num escritório para que alguém o recolha e o ligue ao seu PC, assegure-se que tem o seu software antivírus configurado para que não abra e execute os ficheiros infectados.
  2. Actualizar o sistema operativo. Cada vez que o sistema operativo lança uma actualização, não hesite em descarrega-la. As correcções servem para melhorar as imperfeições e vulnerabilidades do software e, se não forem instaladas, o equipamento pode correr riscos adicionais. No caso do malware para USB, deve-se ainda assegurar de que o sistema operativo dispõe de uma correcção contra os exploits auto-executáveis para que o sistema não execute automaticamente qualquer ficheiro do dispositivo amovível.
  3. Não copiar ficheiros executáveis. Os ficheiros executáveis podem fazer com que o seu equipamento realize tarefas seguindo instruções encriptadas. Imagine o dano que pode causar a cópia deste tipo de ficheiros a partir de uma fonte desconhecida. Por este motivo, é melhor evitar fazê-lo. Recomendamos que faça sempre os downloads directamente das páginas oficiais.
  4. Manter os dispositivos USB separados. Devem sempre utilizar-se USB procedentes de fontes de confiança e nunca misturar dispositivos pessoais com profissionais. É aconselhável manter separados as informações de trabalho das pessoais, especialmente se a USB for utilizada por pessoas diferentes.

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