CERTICS começam a valer no mercado de software nacional

Negócios

Desde ontem que software nacional tem de passar por uma avaliação oficial para ter direito à preferência nas compras governamentais. Trata-se da Certics – metodologia que serve de instrumento às organizações de software que buscam a qualificação para a preferência em compras públicas. A Certics também adianta a previsão do uso em outros mecanismos de

Desde ontem que software nacional tem de passar por uma avaliação oficial para ter direito à preferência nas compras governamentais. Trata-se da Certics – metodologia que serve de instrumento às organizações de software que buscam a qualificação para a preferência em compras públicas.

ecommmerce comércio eletronico

A Certics também adianta a previsão do uso em outros mecanismos de fomento e de políticas públicas, tais como a concessão de crédito para investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Mas a sua adoção não está sendo tranquila junto às empresas do setor. Durante o Rio Info 2013, o tema foi bastante discutido.

“Já adiamos por 30 dias para fazermos ajustes (o prazo inicial era 19 de agosto), mas agora percebemos que é hora de fazer a roda girar”, afirmou Clênio Salviano, gerente da equipe Certics do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, que irá validar o resultado das 14 Redes de Avaliadores já escolhidas pelo Governo.

O coordenador-geral de software e serviços de TI do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Moreira, aproveitou sua presença no Rio Info 2013 para tentar equacionar as principais dúvidas das empresas. Para ele, a insegurança  é um processo ‘natural’. “Muita empresa está pensando: será que eu vou conseguir me certificar? Posso garantir que o piloto com 45 empresas que fizemos nos dá tranquilidade para dizer que sim. É claro que precisamos de ajustes finos. Mas a ideia é incentivar o software”, reforçou.

Com relação a um dos pontos mais indagados pelas empresas, o governo bateu o martelo. “Quem vai ser certificado será o software. Não a empresa. Se a empresa desenvolve vários softwares, cada um terá de ter uma certificação”, avisou Clenio Salviano, do CTI Renato Archer. O coordenador do Rio Info e presidente do TI Rio, Benito Paret, apesar de aprovar a Certics como política pública de incentivo ao software, discorda do modelo adotado.

“O caminho mais correto é olhar a empresa, para depois avaliar o produto como é hoje feito no ProSoft.  A subjetividade da avaliação é um ponto que nos preocupa e muito. Há 16 atributos para a avaliação. Acho muito”, ponderou. Moreira, do MCTI, assegurou que para evitar problemas no processo de avaliação a Certics está apostando muito na governança.

“Teremos um duplo grau de jurisdição, com um conselho para o qual as empresas vão poder recorrer caso tenham problemas com a avaliação pela Rede de Avaliadores, como é o caso de questões de subjetividade”, afirmou.

O empresário Manoel Amorim Neto, da Facilit Tecnologia, do Recife, está apostando em aumentar suas vendas para o governo, a partir da Certics. Mas tem dúvida se ela vai ‘pegar’ de verdade. “Não gostaria que ela ficasse só no governo Federal. Mas não sei se estados e municípios vão agregar a ferramenta nos seus editais de compra”, disse.

Para esta fase inicial da Certics, 14 entidades estão cadastradas, entre elas, RioSoft, Fundação Vanzolini, CTIS, Fumsoft, entre outras. Clenio Salviano, da equipe Certics do CTI Renato Archer, admite que há uma concentração nas regiões Sul e Sudeste. “As regiões Norte e Nordeste ficaram menos assistidas. Estamos trabalhando para acertar isso o quanto antes”.  Segundo ainda Salviano, pelo menos 90 pessoas já foram treinadas, sendo 15 para serem avaliadores diretos dos softwares.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor