IBM adota novo modelo de Cloud para atrair PME

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A IBM anunciou a incorporação das ofertas da Softlayer ao seu portfólio de serviços de Cloud Computing. A aquisição da empresa, concluída no início de julho, faz parte da estratégia de crescimento da IBM nesse segmento, que tem como meta alcançar US$ 7 bilhões em renda até 2015 com hardware, software e serviços voltados para

A IBM anunciou a incorporação das ofertas da Softlayer ao seu portfólio de serviços de Cloud Computing. A aquisição da empresa, concluída no início de julho, faz parte da estratégia de crescimento da IBM nesse segmento, que tem como meta alcançar US$ 7 bilhões em renda até 2015 com hardware, software e serviços voltados para a nuvem.

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Esta estratégia da IBM traz ao mercado brasileiro uma nova opção de nuvem pública e privada, com foco tanto no mercado corporativo quanto nas start-ups, fornecedores de SaaS e desenvolvedores, diz a empresa em comunicado enviado à imprensa. Entre os diferenciais para empresas do país estão “facilidade e rapidez de contratação via site, inclusive de servidores dedicados, os chamados bare metal, possibilidade de gerenciamento via web e completo conjunto de aplicativos, além de pagamento com cartão de crédito”.

Além disso, a IBM garante que a Softlayer é a única no mercado a oferecer servidores dedicados (bare metal), que permitem a instalação de qualquer workload, com ou sem virtualização, de acordo com a necessidade de negócios da empresa. “Controle, customização e suporte a múltiplas arquiteturas de Cloud se unem aos diferenciais técnicos dos serviços prestados pela empresa”.

“A Softlayer se enquadrava perfeitamente aos nossos planos de expansão, servindo de complemento para o portfólio já existente de IBM SmartCloud”, afirma José Luis Spagnuolo, diretor de Cloud Computing e Smarter Analytics da IBM Brasil. Segundo o executivo, a ampla gama de serviços, que pode ser facilmente contratada através do site da SoftLayer, com pagamentos mensais, tem atraído pequenas e médias empresas que querem aderir à computação em nuvem de maneira prática. “O potencial das empresas de pequeno e médio portes é enorme. No Brasil elas já representam 80% do PIB”, diz.

Além de ampliar sua participação em PMEs, a IBM pretende atrair novos compradores fora da área de tecnologia, em áreas como marketing, RH e finanças, por exemplo. “Um diretor de marketing pode contratar um serviço para rodar uma campanha por um período específico, um líder de RH pode ter uma nuvem para testar um novo modelo de folha de pagamento, sem necessidade de submeter o pedido à área de TI”, explica Spagnuolo.

A SoftLayer trouxe em sua carteira cerca de 1.200 clientes brasileiros, mesmo sem ter investido em operações locais. “Este cenário mostra como o modelo de negócios é atraente para as empresas brasileiras e certamente ainda temos muito espaço para crescer no Brasil”, finaliza Spagnuolo.

Crescimento na nuvem

A IBM tem investido ano a ano na construção de um portfólio de soluções de ponta a ponta para planejamento, construção e implementação de uma completa infraestrutura de computação em nuvem. São tecnologias voltadas a empresas de todos os portes que oferecem agilidade na disponibilidade de novos ambientes de TI, economia de custos, escalabilidade do ambiente compartilhado e virtualizado de TI, bem como os recursos empresariais, segurança e suporte técnico de uma infraestrutura privada.

A compra da SoftLayer é mais uma aquisição estratégica entre as 12 já realizadas pela IBM desde 2007, projetadas para acelerar suas iniciativas na área de Cloud. Foram mais de U$ 5 bilhões de investimento desde 2010. A receita de Cloud Computing da IBM cresceu 80% em 2012 e espera alcançar US$ 7 bilhões até 2015. Em 2012, a IBM fez um aporte de R$ 40 milhões para implementar  um  ponto  de  entrega  no país da oferta SmartCloud Enterprise Plus (SCE+), sua oferta de cloud privada gerenciada, a partir do data center de Hortolândia.


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