Mercado brasileiro de TIC tem nível intermediário de maturidade

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Os resultados do estudo Brazil IT Snapshot, realizado pela PromonLogicalis, apontam para um mercado brasileiro de TIC com nível intermediário de maturidade, porém com alto grau de consciência da própria situação e aspirações bastante realistas. A pesquisa tem o objetivo de verificar quão maduras estão as áreas de TI corporativas brasileiras. Para a maioria das

Os resultados do estudo Brazil IT Snapshot, realizado pela PromonLogicalis, apontam para um mercado brasileiro de TIC com nível intermediário de maturidade, porém com alto grau de consciência da própria situação e aspirações bastante realistas. A pesquisa tem o objetivo de verificar quão maduras estão as áreas de TI corporativas brasileiras.

Grafico Para a maioria das empresas brasileiras pesquisadas, o principal benefício que a TI traz para os negócios é a agilidade, citado por 36% dos entrevistados. Temas como produtividade e tomada de decisão também estão entre os mais citados, o que demonstra a importância da disciplina.

Os investimentos em TIC também são sinal positivo. Apesar de certo pessimismo econômico − motivado pelas previsões de crescimento bastante modesto do PIB −, as empresas tendem a manter (31%) e, principalmente, aumentar (49%) o montante destinado à tecnologia. Para 48% das empresas, os investimentos na construção de data centers próprios devem consumir a maior parte do total. Na sequência, os investimentos em TIC ao longo deste ano devem ser direcionados a aplicações (46%), redes (37%), segurança (27%) e telefonia (25%).

Se os aportes em data centers estão no topo da lista de prioridades dos 48% dos entrevistados, não é surpresa notar a preferência das empresas por soluções de nuvens privadas, quando o assunto é cloud computing. Enquanto a computação em nuvem é realidade para 69% das companhias, as nuvens privadas são a preferência de 46%, enquanto as aplicações em nuvens públicas são raridade no ambiente corporativo, usadas por apenas 5% dos entrevistados. A principal barreira para adoção, sobretudo de nuvens públicas, são as questões culturais para 52% das empresas. Outros fatores de desconfiança dos executivos são confiabilidade, disponibilidade e segurança dos dados.

Para o diretor de consultoria da PromonLogicalis, Luis Minoru, essas questões poderão adiar e dificultar ainda mais a mudança de paradigma da computação em nuvem. “Enquanto esses pontos não são resolvidos, o que observamos é que os gestores de TIC optam por levar para a nuvem apenas aplicações com níveis mais baixos de criticidade ou cuja taxa de sucesso já tenha sido comprovada, como soluções de correio eletrônico, que estão no topo das tecnologias contratadas nesse modelo”, comenta o executivo.

O grande destaque entre as tecnologias estudadas é a maturidade das empresas com relação à segurança da informação e continuidade de negócios. Mais de 60% já possuem as principais ferramentas de segurança implementadas. Soluções como Firewall, VPN, IPS e antivírus já estão implementados em 87% das empresas, e estão em processo de adoção por outras 8%. Outra camada de proteção, os sistemas para gestão de ameaças de conteúdo, tem taxas de penetração pouco menores: 85% já possuem e 8% estão adotando atualmente.

“Este caminho a ser trilhado pelas empresas está acompanhado por alterações na cultura e no investimento destinado a tecnologia da informação e comunicação. O estudo Brazil IT Snapshot 2013 revela que os gestores de TIC de grandes empresas têm claro os benefícios trazidos pela adoção da tecnologia e os desafios que ainda precisam enfrentar nesse processo, e reconhecem que há espaço para amadurecer e aumentar o nível de maturidade das companhias no uso corporativo da TIC no país”, conclui Minoru.


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