Mobilidade aumenta necessidades de segurança

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O crescimento do trabalho remoto e o crescente e apelativo conceito de mobilidade aumenta a vulnerabilidade das empresas. Mas não só. Também dos “simples” utilizadores que cada vez mais confiam nas novas tecnologias para guardar dados pessoais, onde o vídeo do primeiro passo do bebe, a primeira papa ou o pedido em casamento assume um

O crescimento do trabalho remoto e o crescente e apelativo conceito de mobilidade aumenta a vulnerabilidade das empresas. Mas não só. Também dos “simples” utilizadores que cada vez mais confiam nas novas tecnologias para guardar dados pessoais, onde o vídeo do primeiro passo do bebe, a primeira papa ou o pedido em casamento assume um valor incalculável. Também por isso o mercado da segurança se teve de moldar e adaptar a estas novas necessidades, endereçando a sua oferta para este cada vez mais atrativo segmento de negócio, quer empresarial quer doméstico.

Privacidade de Dados

Os estudos das mais variadas consultoras tornados públicos no último trimestre vêm corroborar esta tendência. Para termos uma noção, segundo o IDC, 35% dos colaboradores de companhias latino-americanas acessam a dados corporativos em tablets e celulares pessoais. Uma percentagem bastante interessante.

Mas será que apesar de terem consciência desta vulnerabilidade as empresas estão dispostas a investir em segurança? Uma pesquisa mundial da Ernst & Young divulgada este ano diz que sim. E das empresas consultadas, mais de metade (55%) assume pretender aumentar os investimentos em novas tecnologias de segurança durante 2013 e 47% pretende aumentar o orçamento voltado para continuidade de negócios e recuperação de desastres. Entre os principais impulsos para este crescimento estão os exemplos de ataques sofridos por grandes companhias, que mostram a vulnerabilidade de algumas redes corporativas, onde nem o Facebook, Twitter ou Sony se salvam.

 Brasil destaca-se no ranking dos ataques

Aliás, o Brasil tem ocupado posições de destaque nos rankings de ataques cibernéticos. Em dezembro do ano passado o país tinha alcançado a terceira colocação no ranking dos países com o maior número de empresas atacadas por hackers do mundo, de acordo com um relatório da RSA. O país foi responsável por 5% do volume global, ao lado de Austrália, Índia e Canadá, enquanto Estados Unidos e Reino Unido lideraram a lista, respectivamente.

Ou seja, novas formas de utilização de tecnologia como navegação em nuvem, Big Data, acesso às redes sociais, mas principalmente os tais dispositivos móveis como smartphones e tablets, que permitem o acesso de dados das empresas fora do ambiente de trabalho, têm realmente modificado os investimentos em tecnologia da informação (TI) e segurança por parte das organizações da América Latina. Além de que, ainda segundo o IDC, 35% das companhias latino-americanas permite que seus funcionários utilizem os dados das empresas em seus dispositivos móveis. Ao mesmo tempo, 44% das empresas utilizam pelo menos uma solução na nuvem e 33% têm atualmente algum desafio relacionado à Big Data.

Ainda recentemente o chefe do Centro de Defesa Cibernética do Exército, general José Carlos dos Santos, admitia que o Brasil precisa investir o dobro de recursos para garantir a segurança de seus dados e informações e impedir a espionagem. Durante uma audiência da Comissão do Senado que investiga as atividades de agências estadunidense de inteligência no país, dos Santos destacou a necessidade de duplicar os fundos orçados para acelerar os trabalhos e conseguir programas que permitam incrementar a segurança das redes nacionais de internet. “Atualmente contamos com cerca de 200 milhões de dólares para garantir a segurança de dados, mas na verdade precisamos de 400 milhões de dólares”, afirmou.

 Empresas aptas a investir em soluções de segurança

Entre os desafios que o país enfrenta sobre este tema, mencionou a escassez de profissionais na área de segurança da informação. “Este é um problema que precisa ser estudado de maneira “muito séria, já que os recursos humanos são fundamentais para qualquer estratégia”, agregou.
A última pesquisa a que tivemos acesso e que avaliou a preocupação e investimento das empresas com a segurança de seus dados acrescenta que metade das organizações consultadas pretende investir até R$ 110 mil em soluções de Segurança da Informação, seguida de 21,1% que projetam investimentos na ordem de R$ 111 mil a R$ 220 mil, e 9%, de R$ 221 mil a R$ 1.1 milhão.

Das empresas brasileiras entrevistadas, a grande maioria (98,8%) afirma usar firewall, contra 1,2% que não utilizam. A pesquisa também indica que a maioria das empresas demonstra preocupação maior com soluções de gestão relacionada com o aumento da produtividade, mais do que com a segurança de rede. Da amostragem brasileira, 56,2% consideram muito importante que um firewall possa detectar as aplicações de alta e baixa prioridade determinada pela empresa, permitindo acesso ou bloqueio das mesmas. Já 36,8% consideram de média importância e 6,9%, de pouca. Por exemplo, 60,3% afirmaram ser muito importante a priorização de aplicativos críticos como ERP, VoIP, Vídeo Conferência, em detrimento de navegação web e acesso a jogos e a redes sociais, evitando o estrangulamento da banda disponível para aplicativos relacionados ao negócio. Em contrapartida, 33,5% consideraram esse item de média importância e 6,1%, de pouca.

Este trabalho da  Dell, em parceria com a BMS – Business Marketing Solution, realizou esta pesquisa com empresas de oito países da América Latina e Central – Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia, Guatemala, República Dominicana e El Salvador, de agosto de 2012 a julho de 2013. O trabalho reuniu, na maioria, profissionais de Informática de empresas de 1 a 250 funcionários (37,7%), seguido de empresas de 251 a 500 (21,1%), acima de 3 mil (11,3%) e outras. Em relação à receita, entre as companhias que informaram, 7,05% tem receita de até 22 milhões de reais, com até cinco filiais. Foram entrevistadas 1.134 empresas, sendo 685 brasileiras, entre pequenas, médias e grandes.

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