O “Big Data do Amanhã” terá profundo impacto na sociedade

Negócios

Por Hu Yoshida Vice-presidente e CTO da Hitachi Data Systems Hoje, basicamente, existem três tipos de dados. O primeiro deles são os dados do negócio gerados por processos corporativos e que geralmente são armazenados em repositórios estruturados como os bancos de dados. O segundo tipo, dados humanos, são produzidos pelas pessoas ao se comunicarem e

Opnião Hu-Yoshida-01

Por Hu Yoshida

Vice-presidente e CTO da Hitachi Data Systems

Hoje, basicamente, existem três tipos de dados. O primeiro deles são os dados do negócio gerados por processos corporativos e que geralmente são armazenados em repositórios estruturados como os bancos de dados. O segundo tipo, dados humanos, são produzidos pelas pessoas ao se comunicarem e compartilharem informações com amigos e familiares. Este tipo de dados explodiu primeiro com a internet e, em seguida, com a evolução tecnológica dos dispositivos móveis, que facilitaram a comunicação e compartilhamento de informações, inclusive entre aquelas pessoas que não podem ou sabem ler ou escrever. Estes dados estão sendo chamados na indústria como Social Internet, com o objetivo de diferenciá-los do terceiro tipo de dados: os gerados a partir da comunicação entre máquinas.

Na Hitachi estamos nos referindo a este terceiro tipo como machine driven data, enquanto outras empresas como a GE e Wikibon estão utilizando o termo Industrial Internet. A Cisco, por sua vez, está cunhando o termo como a Internet of Things ou Internet of Everything.

Independente da nomenclatura adotada, todos concordam que essa nova fase influenciará diretamente a Inovação Social. O Big Data de hoje está focado, principalmente, em enriquecer e prover informações relevantes sobre o mercado, clientes e stakeholders, a partir de uma análise integral dos dados do negócio e dos extraídos do Social Internet, com o proposito de melhorar as estratégias de vendas das empresas. Já o Big Data do amanhã (Big Data of Tomorrow)  terá um impacto ainda mais profundo na sociedade como um todo ao descobrirmos e decifrarmos todas as informações que estão sendo produzidas pelos dados gerados pelas máquinas (machine driven data). Isto, com certeza, afetará todos os aspectos da sociedade: saúde, energia, transporte, segurança, incluindo nossa capacidade de fornecer alimentos para uma população mundial em franco crescimento.

Máquinas e sensores em nossas casas, sistemas de transporte, equipamentos, dispositivos pessoais, sistemas agrícolas, e até mesmo nossos corpos, em breve, irão gerar e compartilhar informações com outras máquinas.

A dimensão do investimento e do valor do Big Data e da Industrial Internet foi pesquisada pela Wikibon. O estudo estima que os investimentos em Industrial Internet  aumentarão de US$ 20 bilhões em 2012 para cerca de US$ 514 bilhões em 2020. O valor gerado deverá crescer de US$ 23 bilhões em 2012 para cerca de US$ 1.279 trilhão em 2020,  e o valor líquido acumulado deverá ultrapassar US$1.7 trilhão em 2020. Segundo o estudo, estes valores serão gerados por meio do aumento da eficiência dos equipamentos industriais, manutenção a longo prazo e gerenciamento destas máquinas.

Para conseguir gerir o Big Data of Tomorrow, necessitaremos conhecimento especializado em muitas áreas de TI e estatística, por exemplo, e mais investimentos em P&D. A Hitachi conta com muita experiência em vários segmentos, incluindo tecnologia da informação, e como parte da  estratégia para a Inovação Social leva vários anos focada nos desafios do Big Data of Tomorrow . Um exemplo recente é o serviço de manutenção que está sendo desenvolvido para os sistemas de trem que foram instalados pela Hitachi para as Olimpíadas de Londres. Um sistema de trens metropolitanos requer constante inspeção e qualquer manutenção e interrupções podem ser muito dispendiosas, quando não catastróficas. Este sistema inclui vários sensores embutidos em todo o trem, incluindo as rodas, que são monitorados em tempo real para garantir maior eficiência, reduzir custos operacionais e segurança tanto à operação quanto aos passageiros. O objetivo é prover manutenção como um serviço para infraestruturas de grande porte, como as de transporte.

 

 


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