Manufatura da Apple terá investimento de US$ 10,5 bilhões

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O dinheiro será usado em tecnologia de ponta, como robôs e desbastadores de metal, para aumentar capacidade produtiva e enfrentar concorrentes, como a Samsung. Historicamente, a Apple terceirizava totalmente o processo produtivo de seus equipamentos, mas a maior demanda e refinamento técnico dos produtos está exigindo uma mudança no paradigma industrial da empresa. Em vez

O dinheiro será usado em tecnologia de ponta, como robôs e desbastadores de metal, para aumentar capacidade produtiva e enfrentar concorrentes, como a Samsung.

maquinario macbook

Historicamente, a Apple terceirizava totalmente o processo produtivo de seus equipamentos, mas a maior demanda e refinamento técnico dos produtos está exigindo uma mudança no paradigma industrial da empresa. Em vez de simplesmente terceirizar a produção, a Apple entra de parceira, com maquinário especial e arrendamento total da capacidade de fabricação.

O investimento servirá para aquisição de maquinário para polir o plástico colorido do novo iPhone 5c, máquinas laser e de desbaste para entalhar o corpo de alumínio do MacBook e equipamentos de testes para as lentes das câmeras de iPhones e iPads.

A informação foi dada por fabricantes de maquinário B2B, que por questões contratuais pediram anonimato. A Apple também está firmando acordos de exclusividade para assegurar que novas tecnologias de produção não caiam nas mãos dos rivais. A maioria dos parceiros de manufatura da Apple se encontram na Ásia.

Muthuraman Ramasamy, analista da consultoria Frost Sullivan que estudou o uso dos aparelhos, afirma: “Seus designs são tão únicos que é preciso um processo de fabricação muito único para fazê-los. A Apple possui tanto caixa que o investe em máquinas de vanguarda e de primeiro nível geralmente utilizadas no ramo aeroespacial e de defesa”.

A investida da Apple tem como objetivo reverter a estagnação nas vendas, que estão sentindo a pressão da concorrência feroz. Por isso, o investimento de capital da companhia para o ano fiscal de 2014, excluindo o gasto em varejo, elevou-se 61 por cento frente a 2013 e quase foi multiplicado por dez desde 2008.


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