Brasil e China avançam na cooperação em ciência e tecnologia

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A reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) realizada em Cantão, na China, mostrou “avanços excepcionais na cooperação entre os dois países”, conforme destacou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. “Na área aeroespacial, por exemplo, tivemos aprovado um plano decenal de ações conjuntas. O mesmo vai

A reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) realizada em Cantão, na China, mostrou “avanços excepcionais na cooperação entre os dois países”, conforme destacou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

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“Na área aeroespacial, por exemplo, tivemos aprovado um plano decenal de ações conjuntas. O mesmo vai acontecer brevemente com outras áreas, como biotecnologia, nanotecnologia e parques tecnológicos”, informou.

A Cosban foi criada em 2004 e está organizada 11 subcomissões. A reunião desta quarta-feira foi a terceira do colegiado. Os trabalhos foram dirigidos pelo vice-presidente brasileiro, Michel Temer, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, Wang Yang.

Além do MCTI, quatro ministérios estavam representados: Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Aviação Civil; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Minas e Energia.

A pauta da subcomissão de ciência e tecnologia era composta de dez itens: aeroespacial, biotecnologia, nanotecnologia, ciências agrárias, programa Ciência sem Fronteiras, parques tecnológicos, mudanças climáticas, energia, tecnologia com bambu e diálogos de alto nível.

“Houve avanços em todos os temas tratados”, disse Raupp. “Estamos demonstrando, Brasil e China, que é absolutamente possível o estabelecimento de cooperação entre países emergentes em temas que envolvem alta tecnologia”.

CBers e planos decenais

Para o ministro, a área aeroespacial é a mais emblemática do êxito dessa cooperação. O Programa Sino-Brasileiro de Satélites de Recursos Terrestres (CBers, na sigla em inglês) colocará em órbita seu quarto satélite no dia 9 de dezembro.

Com a experiência obtida, os dois países estabeleceram agora um plano decenal de trabalho conjunto, que prevê a continuidade do CBers e abrirá novas áreas, como o desenvolvimento de um satélite geoestacionário meteorológico, a criação de um laboratório conjunto de meteorologia, a ampliação do intercâmbio de pessoal e a abertura de um centro de tecnologia no Brasil.

Raupp informou que serão estabelecidos planos decenais em outras áreas, como nanotecnologia, biotecnologia e parques tecnológicos. “O centro Brasil-China de nanotecnologia vai se expandir; a criação do centro de biotecnologia depende agora apenas da nomeação dos representantes chineses na parceria, e iniciamos os diálogos para atuação conjunta em parques tecnológicos”.

CsF e ações futuras

O governo chinês está disposto a ampliar o número de estudantes do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no país. Uma das iniciativas nesse sentido será a colaboração para o aprendizado dos brasileiros no idioma mandarim, por meio do Instituto Confúcio no Brasil.

Na reunião da Cosban em Cantão também foi discutida a realização, em breve, de um encontro no Brasil para diálogos de alto nível na área de ciência e tecnologia, com a participação de representantes das comunidades científica e empresarial e lideranças políticas.

“Estamos indo muito bem com os chineses”, finalizou Raupp. “Países emergentes caminham juntos e crescem juntos”.


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