Brasil precisa estimular interesse pela inovação

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Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec/MCTI), Alvaro Prata, o Brasil pode se transformar quando novas tecnologias entrarem de vez no gosto da população. “Se nós observarmos, a sociedade brasileira não gosta tanto de tecnologia e inovação como o cidadão comum de países que estão conseguindo

Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec/MCTI), Alvaro Prata, o Brasil pode se transformar quando novas tecnologias entrarem de vez no gosto da população.

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“Se nós observarmos, a sociedade brasileira não gosta tanto de tecnologia e inovação como o cidadão comum de países que estão conseguindo investir mais em pesquisa e desenvolvimento, como Israel, Finlândia, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, França e Coreia do Sul”, disse Álvaro Prata em mesa redonda durante o seminário “Diplomacia da inovação para a competitividade”, no Palácio Itamaraty. “Então, mais do que nunca, precisamos priorizar esses assuntos para que o nosso povo conheça nossos bons exemplos e aprenda a valorizar isso. As empresas inovadoras têm que ser estimuladas e apoiadas”.

O secretário destacou a atual agenda nacional para ciência, tecnologia e inovação (CT&I). “O Brasil tem se despertado muito para esses aspectos, que estão na linha de frente das nossas prioridades desde que se tornaram uma das 13 diretrizes do governo federal”, afirmou, ao acrescentar que o esforço é “grande e diversificado”. “Seja por parte de agências de financiamento, seja na ampliação do sistema de ensino superior, seja no estabelecimento de secretarias estaduais e fundações de apoio à pesquisa”.

Reflexão

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em busca de elementos para ampliar sua capacidade de articulação e coordenação com os atores dos sistemas de inovação de outros países, como forma de facilitar a transferência, a absorção, o aprendizado e o intercâmbio tecnológico.

Segundo o diretor do departamento de Temas Científicos e Tecnológicos do MRE, Benedicto Fonseca Filho, diversos países com os quais o Brasil mantém cooperação na área de CT&I “encontram-se neste momento em intensa atividade do ponto de vista conceitual e teórico da inovação, estabelecendo boas práticas e definindo arcabouços legal e institucional para lidar com a questão”.

O chefe da divisão de Ciência e Tecnologia do MRE, Ademar Seabra, comparou o formato do seminário com o das reuniões do Conselho Nacional de  Ciência e Tecnologia. “A discussão é livre no CCT, que tem uma dinâmica muito grande, crítica, franca, aberta, de contribuições muito valiosas para se pensar, de um modo geral, a política nacional de ciência, tecnologia e inovação. Já o seminário tem escopo mais modesto, quase um brainstorming para recolher elementos e ajudar a melhorar a atuação do Itamaraty”, explicou.

A presidenta da GE do Brasil, Adriana Machado, elogiou o apoio do governo federal no processo de convencimento para a companhia norte-americana instalar no Brasil seu quinto centro de pesquisa global. “Para retribuir, a gente deve compartilhar a nossa experiência para ajudar, não só o governo na elaboração de políticas públicas adequadas para continuar atraindo [centros globais], mas também outras empresas que queiram fazer o mesmo que nós.”

Também participaram das discussões o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), Glauco Arbix, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES/MDIC) João Carlos Ferraz, e o diretor de Inovação da CNI, Paulo Mol Júnior, entre outros representantes de instituições públicas e privadas, além de empresas nacionais e estrangeiras.


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