IPv6 tem baixa aderência no Brasil

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O novo protocolo de endereçamento da internet, lançado oficialmente há cerca de um ano, ainda está muito longe da realidade brasileira. Quem afirma é Igor Vilas Boas de Freitas, consultor legislativo do Senado, recém-indicado pela presidente Dilma Rousseff para o cargo de conselheiro da Anatel. O especialista explica, em matéria do Valor, que provedores e

O novo protocolo de endereçamento da internet, lançado oficialmente há cerca de um ano, ainda está muito longe da realidade brasileira. Quem afirma é Igor Vilas Boas de Freitas, consultor legislativo do Senado, recém-indicado pela presidente Dilma Rousseff para o cargo de conselheiro da Anatel.

O especialista explica, em matéria do Valor, que provedores e grandes geradoras de conteúdo precisam se adaptar para acompanhar a adoção do IPv6 entre os usuários.

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“Enquanto uma parcela expressiva e útil dos serviços, conteúdos e aplicações disponíveis na internet não for adaptada para que terminais IPv6 possam acessá-la, será difícil ver a demanda pela nova versão crescer no ritmo desejado”, ressalta Freitas.

Provedores como Google, Yahoo e Microsoft já investiram para preparar seus servidores para o IPv6. Mas estruturas nacionais como a da Receita Federal, que recebe as declarações de imposto de renda, ainda não são capazes de lidar com o novo padrão.

Segundo estudo da Cisco, divulgado em agosto, o Brasil ocupa a 59ª posição mundial entre as nações mais aptas à adoção do IPv6. Entre os da América Latina, esta em décimo.

Na Europa, governos determinaram que computadores adquiridos pelo poder público deverão necessariamente contar com o IPv6.

Desenvolvido para substituir o protocolo IPv4, o IPv6 foi ativado em junho de 2012 e permite a criação de um número praticamente infinito de endereços públicos de internet.


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