Teles contestam na Câmara acusações de preço abusivo

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O diretor do SindiTelebrasil, Alexander Castro, foi prestar esclarecimentos aos deputados da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O motivo da ida do diretor é a afirmação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que apontou o Brasil como o País onde o serviço móvel é mais caro. Segundo o representante das empresas

O diretor do SindiTelebrasil, Alexander Castro, foi prestar esclarecimentos aos deputados da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O motivo da ida do diretor é a afirmação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que apontou o Brasil como o País onde o serviço móvel é mais caro.

celular

Segundo o representante das empresas de telecomunicações do Brasil, há distorção na percepção de valor da UIT, que considera os valores do minuto dos planos básicos homologados na Anatel. Entretanto, na prática, explica Castro, os valores comercializados pelas empresas são muito menores.

Castro também argumenta que cesta de produtos considerada pela UIT não reflete o perfil de uso que o brasileiro faz da telefonia celular. A UIT inclui na cesta básica 30 chamadas, das quais 17% são para telefones fixos, 56% dentro da mesma operadora e 26% para outras operadoras. Na realidade, segundo ele, 80% do tráfego é para a mesma operadora e não 56%, como considerado pela UIT. Já as chamadas para números de outras operadoras correspondem a 12% do total, e não 26% como considerado pela UIT. As chamadas para telefones fixos representam apenas 8%, 11% menos que o considerado na cesta da UIT.

Para Castro, essa disparidade de aferição por parte da UIT precifica o minuto médio no Brasil em US$ 0,71, quando na realidade do mercado, o mesmo minuto custa R$ 0,08.

Apesar de detalhada, a explicação do representante não convenceu, por exemplo, o deputado José Antônio Reguffe (PDT-DF). “Então a UIT teria colocado dez vez mais (em relação ao preço médio informado pelas teles); é difícil entender que um órgão das Nações Unidas tenha errado tanto assim”, afirma ele.

Enylson Camolesi, representante da Vivo/Telefônica, afirma que o custo do celular vem caindo, num cenário em que há um aumento do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). “Importante dizer que o preço no Brasil vem caindo. O preço não acompanhou o IPCA. Podemos dizer que o setor de telecom não contribuiu para a inflação”.


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