Brasil perde R$ 160 milhões com satélite desaparecido

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O satélite Cbers-3, lançado na madrugada desta segunda-feira, 09, de uma base chinesa está no perdido no espaço, com grande probabilidade de nunca mais ser encontrado. O satélite, feito em cooperação com a China, partiu da base chinesa de Taiyuan, a 760 km de Pequim, e desde então não foi localizado pelo centro de comando. O

O satélite Cbers-3, lançado na madrugada desta segunda-feira, 09, de uma base chinesa está no perdido no espaço, com grande probabilidade de nunca mais ser encontrado. O satélite, feito em cooperação com a China, partiu da base chinesa de Taiyuan, a 760 km de Pequim, e desde então não foi localizado pelo centro de comando.

satélite Cbers-3

O foguete Longa Marcha 4B, veículo lançador de satélites, decolou normalmente e todos os estágios para liberação do equipamento na órbita tinham funcionado, incluindo o mais crítico, que é a abertura dos painéis solares.

O problema aconteceu na fase final de desacoplamento do terceiro estágio do lançador, o que pode ter evitado que o equipamento estabelecesse a órbita correta. Caso seja localizado, segundo pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), é possível corrigir a órbita com os propulsores de bordo do satélite.

Quando o satélite passou pela China, os cientistas da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, na sigla em inglês) também não receberam nenhum do Cbers-3.

Os ministros da Ciência e Tecnologia, Mário Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, viajaram à China para o lançamento do satélite, que teve investimento de R$ 160 milhões do governo brasileiro. O acordo com a China prevê transferência bilateral de tecnologia e know-how.

O Cbers-3 tem quatro câmeras, de diferentes resoluções e capacidade de captação, responsáveis por coletar imagens com maior qualidade de atividades agrícolas e contribuir com o monitoramento da Amazônia, auxiliando no combate de possíveis desmatamentos ilegais e queimadas.


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