MCTI expõe projetos de tecnologia assistiva

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI), Oswaldo Duarte Filho, puderam conferir alguns dos projetos e produtos em tecnologia assistiva desenvolvidos por universidades e por institutos de pesquisa do Brasil.  O material faz parte da exposição “Acesso para Todos”, inaugurada ontem, no Salão

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI), Oswaldo Duarte Filho, puderam conferir alguns dos projetos e produtos em tecnologia assistiva desenvolvidos por universidades e por institutos de pesquisa do Brasil.  O material faz parte da exposição “Acesso para Todos”, inaugurada ontem, no Salão Nobre do Palácio do Planalto.

MARCO ANTONIO RAUPP

A mostra, organizada pela Secis, conta com a participação de agências e de unidades de pesquisa ligadas ao ministério – como o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além da Universidade Federal do ABC (Ufabc), a Universidade Federal do Pará (Ufpa) e o Ministério da Educação (MEC).

O CTI apresenta alguns dos 35 produtos certificados pela instituição, a pedido do MEC, para uso em salas de recursos multifuncionais das escolas de todo o país que trabalham com alunos deficientes. Entre os itens, estão máquinas de escrever, globo terrestre e alfabetos em braile e mouses adaptados.

No estande do INT, estão produtos desenvolvidos especialmente para as pessoas com deficiência pelas áreas de desenho industrial e engenharia de avaliações e de produção: mural em braile, suporte para lançamento de discos e pesos por atletas paraolímpicos e a cadeira de rodas para a prática do rúgbi entre crianças e adolescentes.

O rúgbi em cadeira de rodas (wheelchair rugby ou quad rugby) é um esporte do final da década de 1970, pensado a partir do hóquei no gelo e do basquete em cadeira de rodas. A prática não exige biótipos específicos, podendo ser jogado por pessoas com sobrepeso e/ou com deficiência.

No caso do rugby, a própria característica do esporte permitiu a inclusão do projeto “Desenvolvimento de equipamentos para massificação do Rugby” na rede pública de ensino do Rio de Janeiro. É o que conta o coordenador do núcleo de tecnologia assistiva do INT, Júlio Cézar Silva. “Temos dez cadeiras em uso na rede pública de Niterói”.

A Finep apresenta produtos que resultaram do financiamento da agência. Entre eles, a segunda cadeira de rodas mais leve do mundo produzida com fibra de carbono, com tecnologia aeronáutica e uma bicicleta desenvolvida para o ciclismo de estrada e paras as paraolimpíadas de 2016 e uma mostra de implante bioabsorvível, que depois da reconstrução óssea de ligamentos é absorvida pelo organismo evitando intervenções cirúrgicas. “São tecnologias que visam autonomia das pessoas com deficiência, a sua independência e a funcionalidade geral da pessoas com deficiência”, explica o superintendente da área de tecnologia para o desenvolvimento social da Finep, Maurício França.

Cadeira onidirecional

A Universidade Federal do ABC, que trabalha com cadeiras de rodas mais acessíveis, apresenta na mostra a cadeira onidirecional. O veículo se desloca em todas as direções e orientações, incluindo movimentos diagonais e laterais. O equipamento permite ao usuário navegar através de um ambiente pequeno e de difícil deslocamento com menos dificuldade do que seria em uma cadeira de rodas convencional.

Roupa biocinética

A Universidade Federal do Pará traz a roupa biocinética. Baseada em tecnologia apropriada, a tecnologia usa materiais economicamente acessíveis, com um dispositivo que mantém ao alinhamento biomecânico do usuário, favorecendo a inibição dos padrões patológicos e satisfazendo as necessidades do usuário de forma personalizada.


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