Perda do Cbers-3 poderá isentar Brasil de custos com novo satélite

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O satélite sino-brasileiro Cbers-3, que foi perdido antes de estabelecer órbita geossincrônica, possivelmente trará perdas inferiores às estimadas. Como o problema foi no foguete, de responsabilidade chinesa, o Brasil poderá ter isenção no custo do novo Cbers-4. O custo do Cbers-3 foi dividido igualmente entre China e Brasil. A declaração foi do ministro das Comunicações,

O satélite sino-brasileiro Cbers-3, que foi perdido antes de estabelecer órbita geossincrônica, possivelmente trará perdas inferiores às estimadas. Como o problema foi no foguete, de responsabilidade chinesa, o Brasil poderá ter isenção no custo do novo Cbers-4. O custo do Cbers-3 foi dividido igualmente entre China e Brasil.

Satélite CBERS-3 - 13

A declaração foi do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante o pronunciamento oficial que confirmou a destruição do satélite. “Até onde eu sei, o foguete tinha um problema na mistura do combustível com o oxidante que controla o nível de desempenho do foguete e essa mistura foi falha. O foguete teve o seu terceiro motor desligado dez segundos antes do que precisava, por isso o satélite não teve velocidade suficiente para se manter em órbita”, contou o ministro, que esteve na China para acompanhar o lançamento.

Como a falha foi no foguete, o governo brasileiro vai negociar para que os custos do Cbers-4 seja arcado integralmente pela China. De acordo com Bernardo, contudo, no acordo entre os países essa possibilidade não está prevista. “Isso vai ter que ser negociado, quando fizemos contrato para lançar não estava dito lá, mas com certeza vai ser negociado”, conclui Bernardo.

O Cbers-4 está nos estágios finais de desenvolvimento, pois compartilha tecnologia com o Cbers-3. As peças foram produzidas em duplicidade e os ensaios técnicos já foram realizados. Agora, China e Brasil estudam a possibilidade de antecipar em um ano o lançamento do novo satélite, previsto originalmente para 2015.


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