Stone Age usa Big Data para otimizar operação de teles

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A Stone Age, fornecedora brasileira de soluções de gestão, aposta na análise de Big Data para conseguir gerar 150 milhões de notas fiscais por dia em operadoras de grande porte, como Embratel e a Oi. A empresa, que no começo oferecia o serviço de documento de declaração de tráfego e de prestação de serviços (Detraf),

A Stone Age, fornecedora brasileira de soluções de gestão, aposta na análise de Big Data para conseguir gerar 150 milhões de notas fiscais por dia em operadoras de grande porte, como Embratel e a Oi.

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A empresa, que no começo oferecia o serviço de documento de declaração de tráfego e de prestação de serviços (Detraf), passou a entregar a modalidade de busca jurídica, uma base onde são armazenadas faturas por vários anos para casos de suporte judicial e pedidos de segunda via.

Hoje, a empresa consegue atender a necessidade das teles em emitir nota tanto para planos pós-pagos quanto pré-pagos. “Isso foi um problema porque a maior parte (da base das operadoras móveis) é de pré-pago, era um desafio tecnológico, tinha que gerenciar o layout dessas notas, acertar a mudança e não impactar a geração”, conta Fernando Guimarães, coordenador da área de software da Stone Age.

Com a plataforma da empresa, é possível a emissão de 150 milhões de notas fiscais ao dia, um desafio de operacionalização e armazenamento de dados. “É um volume grosseiro de dados para fazer a consolidação e emissão da nota fiscal”, afirma Guimarães.

Antes de adotar a plataforma de gerenciamento de Big Data, o cliente não conseguia discriminar a tributação para custos de ligações e de dados, o que o levava a ser tributado pela tarifa mais cara. “Para ela ter a tributação detalhada, era obrigada a discriminar todas as ligações, e isso expandia mais ainda o problema do volume”, explica o sócio-diretor da Stone Age, Ricardo Gomes da Costa. Segundo ele, após a implantação da solução, que age integrada ao sistema OSS/BSS da tele, o projeto se pagou em um mês.

Para futuras redes móveis, que poderão serviços de voz sobre LTE (VoLTE), por exemplo, a tributação já não seria um problema. A cobrança é feita de acordo com o serviço telefônico prestado.

Para armazenar dados, a economia se dá na infraestrutura por utilizar várias técnicas de compressão de dados que diminuem um banco de dados de 70 TB para 20 TB. Tudo é feito por computadores comuns, com CPUs x86 rodando sistemas Windows ou máquinas em ambientes virtualizados.

O setor, afirma Motta, corresponde a de 30% a 40% das receitas totais da Stone Age. Para o ano que vem, deverá haver uma revisão de portfólio, com o foco em monetização de serviços móveis de valor agregado. “Nossa percepção é que o mercado é um pouquinho imaturo no País na hora de transformar receitas em dados”, declara. O executivo afirma que a empresa tem procurado trabalhar com vendas diretas, efetuando um programa de alianças e parcerias com especialistas de consultoria. “A gente já tem um nome, e vamos ter alcance (maior) no setor de telecom”, diz Motta, prometendo esse projeto para o primeiro trimestre de 2014.


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