Brasil é o quarto país com maior implantação de TI [com vídeo]

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A EMC Corporation apresentou os resultados de uma pesquisa independente que revelou uma série de percepções a respeito das estratégias e infraestruturas de TI implementadas nas empresas e nos governos em todo o mundo. Essa pesquisa, apresentada em novembro, é válida para quem, nesse início de ano, procura estratégias de implantação de tenologias para uma

A EMC Corporation apresentou os resultados de uma pesquisa independente que revelou uma série de percepções a respeito das estratégias e infraestruturas de TI implementadas nas empresas e nos governos em todo o mundo. Essa pesquisa, apresentada em novembro, é válida para quem, nesse início de ano, procura estratégias de implantação de tenologias para uma infraestrutura de TI confiável.

Brasil TI

Os entrevistados citam uma falta de confiança mundial dos executivos nas empresas, em relação à prontidão quanto às exigências críticas de TI, disponibilidade contínua, segurança avançada, backup e recuperação de dados. O investimento reduzido nessas áreas críticas ameaça a capacidade de resposta das infraestruturas de TI.

O estudo global “IT Trust Curve”, ou “Curva de Confiança em TI”, foi feito por uma empresa independente de pesquisa de mercado, a Vanson Bourne, e realizou 3200 entrevistas em 16 países, em dez indústrias.

Os tomadores de decisão em TI da China relataram a implantação da maior concentração de tecnologias sofisticadas de disponibilidade contínua, segurança avançada e de backup e recuperação de dados. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar em maturidade em TI. Revelando investimentos rápidos e agressivos em tecnologia para solidificar sua influência mundial, três dos quatros países mais maduros são países do BRICS, China, África do Sul e Brasil. O Japão se classificou em último lugar na Curva de Confiança em TI.

Segundo David Goulden, presidente e COO da EMC, “as quatro megatêndencias em tecnologia da informação são, atualmente, computação em nuvem, Big Data, redes sociais e dispositivos móveis”. Goulden acredita que a “adoção e a maturidade dessas tendências devem flutuar sobre um mar de confiança – a confiança de que as minhas informações estão seguras na nuvem, a confiança de que meus dados não serão perdidos ou roubados, a confiança de que minha TI será operacional quando necessário – o que, nesses dias, significa o tempo todo”.

57 por cento dos entrevistados se situaram nas categorias de baixa maturidade, enquanto apenas oito por cento ficaram na categoria de Líder. Quanto mais alta a classificação das empresas na curva, maior a probabilidade delas de já terem implantado projetos de tecnologia estratégicos e de ponta, como o Big Data.

Quase metade dos entrevistados a nível mundial relata que seus executivos não estão confiantes de que as suas organizações têm as capacidades adequadas de disponibilidade, segurança e backup e recuperação. Se a nível mundial são 45 por cento dos entrevistados a não estarem confiantes, no Brasil esse número aumenta para 50 por cento. Quando questionados a respeito dos níveis de confiança dos executivos em cada nível de maturidade, no Brasil os percentuais foram de 69 por cento para Retardatário, 42 por cento para Avaliador, 67 por cento para Consumidor e 56 por cento para Líder. 23 por cento dos entrevistados brasileiros citam uma falta geral de confiança geral em sua infraestrutura tecnológica.

Uma das conclusões desse estudo é que as organizações com maiores níveis de maturidade evitam e se recuperam mais rapidamente de incidentes perturbadores e sofrem consequências menores. A nível mundial, por exemplo, 53 por cento das organizações do segmento “Líder” do estudo relatam tempos de recuperação de dados mensurados em minutos, ou menos, para suas aplicações operacionais mais críticas. 70 por cento das empresas do segmento Líder acreditam que são capazes de recuperar a totalidade da sua perda de dados em todos os casos. No nível “Retardatário”, apenas 44 por cento acreditam no mesmo.

61 por cento de todas as empresas dos entrevistados sofreram pelo menos um problema de inatividade imprevista, falhas de segurança ou perda de dados no último ano, sendo no Brasil um percentual de 78.

52 por cento dos entrevistados acreditam que as restrições orçamentais predominam como o primeiro obstáculo para implantar disponibilidade contínua, segurança avançada e soluções de backup. A nível de segurança, as principais inquietações identificadas pelos entrevistados foram o acesso a aplicações de terceiros (43 por cento) e proteção de propriedade intelectual (42 por cento).

Irina Simmons, CRO da EMC, acredita que a “maioria dos profissionais de TI faz de tudo, dentro de seu poder e controle, para proteger a empresa”. “As falhas que podem ocorrer são na comunicação aos líderes de negócios, executivos, Conselhos e comitês de auditoria. Nós ouvimos isso dos Conselhos o tempo todo”.

Christian Christiansen, vice-presidente do Programa para o Grupo de Produtos e Serviços de Segurança do IDC, conclui que “dentre as várias percepções poderosas que surgem deste estudo global, a excessiva falta de confiança dos executivos seniores se sobressai como sendo alarmante e, infelizmente, um sinal dos tempos”. “Quase metade dos entrevistados declara que sua alta administração tem confiança zero de que suas empresas estão preparadas com disponibilidade, segurança e backup e recuperação adequados”, acrescenta.

Os dados do estudo são o resultado de 3200 entrevistas realizadas com 1600 tomadores de decisão em TI e 1600 tomadores de decisão em negócios dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Brasil, França, Alemanha, Itália, Espanha, Rússia, Índia, África do Sul, Austrália, Japão, China e regiões nórdicas e do Benelux. Os entrevistados eram empregados em empresas distribuídas entre dez setores, com 50 por cento trabalhando em empresas de entre cem a mil funcionários e os outros 50 por cento em empresas de mais de mil funcionários.


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