Brasil precisa melhorar muito na nuvem

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A carência de energia e banda larga confiável e custeável, e a consequente baixa proporção de data centers, estão deixando o Brasil para trás em relação às nações desenvolvidas. A afirmação foi feita em um relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que traçou o perfil da adoção da computação em

A carência de energia e banda larga confiável e custeável, e a consequente baixa proporção de data centers, estão deixando o Brasil para trás em relação às nações desenvolvidas.

Abstract global technology background

A afirmação foi feita em um relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que traçou o perfil da adoção da computação em nuvem. Durante os últimos três anos, monitorou diversos países para identificar sua capacidade de oferecer serviços em nuvem.

“Banda larga acessível continua longe do satisfatório. Além disso, a maior parte dos países de baixa renda se vale das redes móveis de banda larga, que são caracterizadas por baixas velocidades e grandes latências – nada ideais para a oferta de serviços em nuvem”, afirmou a Unctad.

43 países estão avançados na oferta de cloud computing. 61 países, incluindo o Brasil, contam com conexões velozes no download, mas ainda sofrem com baixas velocidades de upload e, por isso, não podem ir além dos serviços básicos em cloud. Outras 34 nações ainda não entraram na era da nuvem.

“O principal gargalo que impede o avanço para o próximo nível é o patamar esperado das velocidades de upload, que mais de 90% das economias falha em atingir, seguido da latência”, destacou a entidade no relatório.

As nações desenvolvidas abrigam 85% das estruturas de data center com serviços em nuvem. Segundo o relatório, em 2011 havia cerca de mil vezes mais servidores por milhão de habitantes nos países de alta renda do que nos países mais pobres.


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