Indústria de Software e Serviços de TI continua a crescer

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Durante os últimos 20 anos, a Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI (IBSS) vem crescendo a taxas elevadas, superiores às do PIB Nacional. Trata-se de uma indústria altamente diversificada, com produtos, soluções e serviços maduros e de alta complexidade, testados e aprovados pelo mercado e direccionados para os mais variados setores e segmentos

Durante os últimos 20 anos, a Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI (IBSS) vem crescendo a taxas elevadas, superiores às do PIB Nacional. Trata-se de uma indústria altamente diversificada, com produtos, soluções e serviços maduros e de alta complexidade, testados e aprovados pelo mercado e direccionados para os mais variados setores e segmentos económicos, entre os quais finanças, telecomunicações, gestão empresarial, saúde, educação, entretenimento e agronegócios.

Crescer

Actualmente, a IBSS é composta por mais de 70 mil empresas, que geram receita líquida de aproximadamente 40 bilhões de dólares e fornecem trabalho para 604 mil pessoas. Ainda concentra parcela significativa dos seus esforços no atendimento às necessidades internas. Isso ocorre em virtude da forte atractividade exercida pelo mercado brasileiro e razão da grande extensão territorial do país, quase 50 por cento de todo o continente sul-americano. Segundo estimativa do Observatório Softex, em 2013, a receita líquida da IBSS proveniente de exportações foi da ordem dos dois bilhões de dólares.

A nível regional, o Estado de São Paulo concentra parte significativa da IBSS. No entanto, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também são pólos importantes e reconhecidos de desenvolvimento de software e prestação de serviços de TI.

Segundo o IDC, o Brasil é o quarto maior mercado de TIC e o sétimo maior de TI. A Tecnologia de Informação e Comunicação vem contribuindo de forma determinante para o aumento da competitividade do país, que deseja se posicionar, na próxima década, entre os cinco principais centros de TI do mundo. A estimativa da receita líquida do setor brasileiro de TIC para 2013 era na ordem dos 150 bilhões de dólares, com parte significativa deste valor a se referir aos serviços de Telecomunicações. No entanto, as actividades de software e serviços de TI irão, cada vez mais, ampliar a sua participação no total.

A Softex tem como principal função a de ser uma ferramenta de aplicação de políticas públicas, aumentando a qualidade das empresas de software. “Nós investimentos, defendemos”. O Observatório Softex fica ajudando as empresas da Europa que querem saber sobre o mercado brasileiro, como as empresas brasileiras que querem saber sobre qualquer coisa, inclusive sobre o mercado de fora. Para uma empresa estrangeira, o Observatório é a principal porta de entrada. “Caracterização da indústria, estudo sobre a caracterização da indústria, é feito pelo observatório. Ele é único ente que tem acesso a dados oficiais do governo. Então, qualquer pessoa que quiser saber sobre dados oficiais, fatalmente, é via Softex”.

Para uma companhia europeia que queira investir no Brasil, a Softex é o parceiro ideal para isso. “Uma empresa europeia que queira vir para o Brasil sobre qualquer tema da área de TI, nós podemos dar para essa empresa, quais são os concorrentes dela no Brasil, onde fica, quem são as pessoas, quem são os que estão aptos para fazer uma composição, e ainda a gente pode colocar dinheiro para essa composição”.

A nível de investimento, a Softex já movimentou mais de 2,5 bilhões de reais no auxílio a empresas para fusões, aquisições, “ajudando empresas brasileiras a se consolidar, ou seja, a compra de outras, a fazer fusões, a fazer aquisições. Nós temos mais de 500 empresas, nós implantamos modelos de produção de software. Então, a Softex é muito forte na sua área de atuação. Só agora, por exemplo, nós temos 14 milhões para fazer apenas exportação”.

No dia 11 de novembro, a Softex e a CESSI, que reúne companhias e entidades argentinas dedicadas ao desenvolvimento, produção, comercialização e implementação de software, anunciaram a assinatura de um acordo de colaboração. A iniciativa faz parte do lançamento em São Paulo da “Rede ArgenTIna de TI”, que tem a proposta de potencializar os negócios tecnológicos entre companhias de ambos os países.

As negociações tiveram início em julho, quando a Softex levou à Tecnópolis, em Buenos Aires, uma delegação de nove empresas de software e serviços de TI, com o objectivo de avaliar as oportunidades de negócios nessa indústria para os dois países. Firmado por Ruben Delgado, presidente da Softex, e por José Maria Louzao Andrade, presidente do CESSI, o acordo de cooperação prevê o desenvolvimento de um modelo de Inovação Tecnológica Internacional para o trabalho conjunto envolvendo TIC, principalmente nas verticais de Saúde, Transporte, Segurança, Energia e Educação.

Entre as acções previstas estão o intercâmbio permanente de informações sobre a indústria de ambos os países, a coordenação de uma agenda de temas comuns para a apresentação às autoridades governamentais do Brasil e da Argentina envolvendo políticas públicas e comércio internacional, organização de missões comerciais conjuntas para desenvolver e incentivar a abertura de novos mercados e a promoção da articulação entre parques, Polos e clusters nacionais tecnológicos e também de padrões e normas de qualidade.


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