Sul-coreano vaza dados de vinte milhões de pessoas

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Um funcionário do Korea Credit Bureau (KCB), órgão de análise de crédito, foi pivô do maior escândalo financeiro dos últimos anos na Coréia do Sul, que rendeu inclusive a demissão de vários executivos-chave. Mais de 40% da população economicamente ativa do país teve seus dados divulgados. De sobrenome Park (um dos mais comuns do país,

Um funcionário do Korea Credit Bureau (KCB), órgão de análise de crédito, foi pivô do maior escândalo financeiro dos últimos anos na Coréia do Sul, que rendeu inclusive a demissão de vários executivos-chave. Mais de 40% da população economicamente ativa do país teve seus dados divulgados.

lotte cartão coreano

De sobrenome Park (um dos mais comuns do país, equivalente ao Silva no Brasil), o funcionário copiou dados pessoais e financeiros em um pendrive e vendeu a empresas de marketing.

Foram afetados clientes das companhias KB Kookmin, Lotte e NH Nonghyup, as três maiores operadoras de cartões da Coréia do Sul. Os presidentes das companhias desculparam-se publicamente e garantiram que todas as perdas financeiras ocasionadas pelo vazamento serão ressarcidas.

Os responsáveis pelas empresas de marketing que adquiriram a base de dados roubada estão sendo procurados e presos pelas autoridades locais.

Especialistas sul-coreanos acreditam que os dados foram roubados tão facilmente por uma falha grave na segurança: nenhum dos dados era criptografado, condição básica para informações sensíveis como as relacionadas ao mercado financeiro.

Essa não é a primeira vez que dados pessoais são roubados na Coréia do Sul. Em 2012, dois hackers foram presos após roubarem informações de quase 9 milhões de assinantes da operadora de telecom KT Mobile. Em 2011, a rede social local Cworld teve expostos dados de mais de 35 milhões de usuários após um ataque hacker.


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