Brics aprofundam cooperação em ciência e tecnologia

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Os Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – oficializaram a decisão de aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Nesse sentido, o grupo estabeleceu cinco áreas temáticas de trabalho: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; tecnologia geoespacial e

Os Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – oficializaram a decisão de aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Nesse sentido, o grupo estabeleceu cinco áreas temáticas de trabalho: alterações climáticas e mitigação de desastres naturais; recursos hídricos e de tratamento da poluição; tecnologia geoespacial e suas aplicações; energias alternativas e renováveis; e astronomia.  

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Essas diretrizes integram a Declaração da Cidade do Cabo, aprovada segunda-feira como resultado do Primeiro Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics, na cidade sul-africana.

O documento expressa a intenção de enfrentar os desafios socioeconômicos globais e regionais comuns ao bloco; gerar novos conhecimentos e produtos inovadores, serviços e processos; e promover parcerias com outros atores estratégicos no mundo em desenvolvimento.

Os ministros participantes – Marco Antonio Raupp, entre eles – propõem que o memorando seja assinado pelos chefes de Estado dos cinco países na 6ª Cúpula do Brics, marcada para julho, em Fortaleza.

Foco na igualdade

A declaração ressalta a importância da ciência, da tecnologia e da inovação para o desenvolvimento humano. E pondera que, a despeito da relevância da competitividade no ambiente global de rápida mudança tecnológica, a base da cooperação em CT&I entre os países do bloco deve estar centrada nas pessoas e no bem público, de forma a apoiar o crescimento equitativo e o desenvolvimento sustentável.

Os signatários defendem o estímulo ao investimento conjunto no desenvolvimento de altas tecnologias, a criação de plataformas tecnológicas comuns e a criação de centros e laboratórios de pesquisa aplicada e de inovação. Sugerem, ainda, o estabelecimento de mecanismos para transferência de tecnologia e conhecimento e a criação de um programa de intercâmbio estudantil no âmbito do grupo de nações para enfrentar seus desafios de capital humano.


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