Dez empresas de software vão receber certificados pela Certics

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai certificar mais dez empresas na metodologia Certics, do total de 12 que fizeram o pedido de certificação em novembro. As empresas Módulo Security Solutions e Dígitro Tecnologia já tiveram os certificados emitidos pela a Secretaria de Política de Informática (Sepin) do MCTI. A Certics comprova a

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai certificar mais dez empresas na metodologia Certics, do total de 12 que fizeram o pedido de certificação em novembro. As empresas Módulo Security Solutions e Dígitro Tecnologia já tiveram os certificados emitidos pela a Secretaria de Política de Informática (Sepin) do MCTI. A Certics comprova a condição de bem de informática e automação de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no Brasil.

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“Nós recebemos a demanda de inclusão de dados de 52 empresas. Dessas, 12 entraram com o pedido de certificação e já tiveram o processo operacionalizado”, explica o diretor de Políticas de Tecnologias da Informação e Comunicação do MCTI, Rafael Moreira. Os setores mais presentes nesse conjunto são de segurança cibernética, telecomunicações e infraestrutura de rede, banking, aeroespacial, educação e saúde.

A Certics foi lançada como parte do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), em junho. Com o reconhecimento, a empresa pode vender o software até 18% mais caro do que os similares estrangeiros, em compras da administração pública federal, de acordo com margem de preferência (Decreto 8.186). O instrumento é voltado a organizações desenvolvedoras de programas de informática instaladas em território nacional, dos mais diferentes portes, nichos de mercado e modelos de negócios.

“A partir de setembro as empresas puderam acessar o portal da Certics e fazer os testes, avaliar se poderiam ou não ser certificadas”, conta. “A partir disso, em outubro abrimos a possibilidade de as empresas se certificarem.”

Mercado

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e da Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o mercado do software nacional movimenta US$ 19,5 bilhões e cresce 8% ao ano. Cerca de 600 mil brasileiros estão empregados no setor.

“Estruturamos o processo [a Certics] levando em consideração a capilaridade do setor e o grande número de empresas de software no Brasil”, afirma o diretor da Sepin. O Brasil tem o maior mercado da América Latina e está entre os dez maiores do mundo. “O mercado latino-americano demanda que essas empresas tenham centros de desenvolvimento aqui no país”.

Empresa certificada

O processo de certificação é realizado em três etapas. A empresa interessada faz sua inscrição para iniciar o processo de avaliação na plataforma CerticSys, que permite fazer uma simulação da avaliação do software.

Após o cadastramento online, a organização interessada pode contratar uma avaliação, que envolve a preparação e realização de uma visita à empresa por avaliadores. Nessa visita, são analisadas as evidências do desenvolvimento e inovação tecnológica do programa de informática.

Recebem o certificado as empresas que comprovarem ter gerado competências em quatro áreas – desenvolvimento tecnológico, gestão em tecnologia, gestão de negócios e melhoria contínua. “Pelo menos 50% em todos os quatro quesitos precisam ser demonstrados. Uma parte pode ser desenvolvida fora, trazida para dentro da empresa e o resto feito aqui dentro”, observa o diretor.

O resultado é validado pelo Centro de Tecnologia de Informação Renato Archer (CTI/MCTI). A certificação pode ser obtida de três a quatro semanas e é válida por 24 meses. Se a empresa for reprovada no processo, pode recorrer pedindo nova avaliação.

Hardware

Segundo Rafael Moreira, algumas companhias têm procurado o ministério com o objetivo de desenvolver hardwares no país. A previsão é que pelo menos duas recebam o certificado de tecnologia nacional, por meio daPortaria 950, de 2006, para o desenvolvimento de hardwares (componentes) no segmento de microinformática neste ano. “O Brasil tem, sim, um conjunto de competências para desenvolver, digamos, desktop nacional”, afirma o diretor.

“É preciso ter engenharia nas empresas, não pode ser conhecimento restrito a vendas ou logística, só montar e entregar o produto. Senão, daqui a pouco, a indústria muda e a gente sempre está refém dos novos paradigmas tecnológicos desenvolvidos no exterior”, ressalta.


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