Empresas publicam pedidos do serviço secreto americano

Segurança

Empresas como o Facebook, a Microsoft, a Yahoo e a Google, começaram esta semana a publicar detalhes sobre o número de pedidos secretos de informações que receberam do governo. As companhias esperam desta maneira mostrar aos usuários que o seu envolvimento nas ações de espionagem dos Estados Unidos foi restrito. Depois das revelações feitas por Edward

Empresas como o Facebook, a Microsoft, a Yahoo e a Google, começaram esta semana a publicar detalhes sobre o número de pedidos secretos de informações que receberam do governo.

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As companhias esperam desta maneira mostrar aos usuários que o seu envolvimento nas ações de espionagem dos Estados Unidos foi restrito.

Depois das revelações feitas por Edward Snowden no ano passado, o setor de tecnologia tem sido pressionado para ter mais transparência em relação aos pedidos de informação feitos pelo governo.

No mês passado, o governo disse que ia flexibilizar as normas que restringem a publicação dos pedidos de informações de usuários. Essa restrição será feita de acordo com a Lei de Inteligência e Vigilância Estrangeira (Fisa). Foram várias as empresas que não concordaram com o anúncio do governo e decidiram processá-lo.

Brad Smith, conselheiro geral da Microsoft, disse que os dados mais recentes mostraram que a informação pedida pelo governo às empresas não foi tão vasta como se temia. “Nós não recebemos o tipo de solicitação de dados em massa que se costuma discutir em público, relacionado aos registros telefônicos”.

O conselheiro disse ainda que “Esse é um ponto que temos frisado de modo geral desde o semestre passado, e é bom finalmente ter a capacidade de compartilhar dados concretos”.

Smith falou ainda das informações divulgadas Edward Snowden, segundo as quais o governo pode ter interceptado informações dos usuários sem o conhecimento ou cooperação das empresas de tecnologia.

“Apesar dos esforços de reforma do presidente Barack Obama e nossa capacidade de publicar mais informação, não houve ainda nenhum compromisso público dos Estados Unidos ou outros governos de renunciarem à tentativa de ter acesso a dados de empresas de Internet”, disse o executivo no blog da Microsoft.

Agora, as empresas têm maior margem de manobra para divulgar detalhes relacionados às ordens recebidas, com base na Fisa.

A Microsoft disse que cerca de 15 mil a 15.999 contas de usuários foram alvo de ordens judiciais, durante os seis primeiros meses de 2013.

Já a Google disse que tinham sido inspecionadas entre 9 mil a 9.999 contas de seus usuários, enquanto o Facebook informou ter recebido requisições de conteúdo pelo Fisa para um número entre 5 mil e 5.999 usuários.

Quanto ao Yahoo. este informou que de 30 mil a 30.999 contas receberam pedidos de conteúdo do Fisa, os quais poderiam incluir palavras em um e-mail ou mensagem de SMS, fotos no seu serviço do Flickr e endereços ou entradas de calendário.


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