HTC quer smartphones baratos para aumentar lucro

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A fabricante de telemóveis HTC anunciou que vai expandir sua variedade de produtos mais baratos enquanto repara o marketing off-target dos seus smartphones premium. A HTC afirma que precisa de vender mais smartphones baratos depois das perdas de 2013. Tendo como rivais as empresas chinesas como a Xiamoi, que teve um rápido crescimento, e as gigantes Samsung e

A fabricante de telemóveis HTC anunciou que vai expandir sua variedade de produtos mais baratos enquanto repara o marketing off-target dos seus smartphones premium.

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A HTC afirma que precisa de vender mais smartphones baratos depois das perdas de 2013. Tendo como rivais as empresas chinesas como a Xiamoi, que teve um rápido crescimento, e as gigantes Samsung e Apple, a companhia, sedeada em Taiwan, procura reverter dois anos de más vendas.

“O nosso problema no último ano foi que nos concentrámos apenas nos modelos principais. Falhámos um grande pedaço do mercado mid-tier”, declarou à Reuters a co-fundadora e chairwoman Cher Wang.

Falando sobre os ganhos da HTC, que se espera ser apresentado esta segunda-feira, Chialin Chang, CFO da HTC, explica que a HTC vai vender produtos entre os 150 e os 300 dólares tanto para mercados emergentes como desenvolvidos, juntamente como telefones high-end que podem ser vendidos por mais de 600 dólares. A HTC, no entanto, não vai entrar no mercado “muito, muito low-end”.

A nova estratégia marca a necessidade de endereçar problemas à empresa, em que 3,8 por cento é propriedade da própria Wang. Há dois anos apenas, a HTC vendia um em cada dez smartphones em todo o mundo. Em 2013, a quota de mercado global da empresa desceu para dois por cento e, no último mês, a HTC reportou o seu segundo trimestre seguido com perdas operacionais.

A HTC terá de se mover rapidamente para convencer os acionistas mais céticos. “Apenas o tempo vai dizer, mas não estou muito otimista”, afirmou Laura Chen, analista da BNP Paribas. A analista acredita que o problema fundamental da empresa é que esta tem produtos pouco atrativos e que vai continuar em 2014. “Eles não oferecem algo realmente novo ao mercado”.


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