Receita de dados será carro-chefe da TIM

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A receita de dados continuará sendo central para o crescimento da operadora TIM Participações este ano, com manutenção do avanço de ao menos 20 por cento, disse o presidente-executivo da companhia, Rodrigo Abreu. A TIM registrou lucro líquido de 498,9 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 7,9 por cento em relação ao mesmo

A receita de dados continuará sendo central para o crescimento da operadora TIM Participações este ano, com manutenção do avanço de ao menos 20 por cento, disse o presidente-executivo da companhia, Rodrigo Abreu.

Tim loja

A TIM registrou lucro líquido de 498,9 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 7,9 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro foi de 1,5 bilhão de reais, avanço de 3,9 por cento sobre 2012, impulsionado pelos serviços de dados, cujas receitas subiram 21,5 por cento no ano.

“Os destaques (do resultado do quarto trimestre) são a receita de dados, carro-chefe de crescimento da companhia, que vai continuar a ser”, disse Abreu em teleconferência com analistas e jornalistas.

Abreu destacou que a operadora intensificará seus investimentos em infraestrutura de rede para conseguir atender o aumento da demanda por dados. No ano passado, os investimentos totalizaram 3,87 bilhões de reais, aumento anual de 2,8 por cento, sendo 90,1 por cento do Capex total direcionado à infraestrutura.

“Existe potencial de dados capaz de sustentar esse crescimento por um tempo mais longo”, disse Abreu, lembrando que quase 70 por cento da base de clientes da TIM ainda não utiliza Internet móvel.

“Acreditamos haver oportunidade no crescimento de usuários de dados (…) em particular em áreas onde serviço (de Internet) fixo é de baixa qualidade.”

O executivo disse ainda que a previsão é que as receitas totais da empresa em 2014 sejam também beneficiadas por uma retomada do negócio de telefonia fixa, após conclusão da reestruturação em andamento na Intelig. No quarto trimestre, a receita do negócio fixo caiu 21,8 por cento, para 236 milhões de reais.

FATIAMENTO

Abreu comentou novamente a possibilidade, aventada pelo mercado, de fatiamento das operações da TIM entre concorrentes. “A TIM hoje representa ativo estratégico para o grupo Telecom Italia (…). Não existe interesse do controlador em vender a companhia”, declarou.

Segundo o executivo, os boatos e especulações sobre o fatiamento não vão atrapalhar a execução dos “objetivos estratégicos” da companhia.

A espanhola Telefónica, que no Brasil é dona da Telefônica Brasil, fechou no ano passado acordo para ampliar gradualmente o controle na Telecom Italia.

O órgão antitruste brasileiro, o Cade, disse em dezembro que a espanhola terá que vender sua participação na TIM ou buscar um novo parceiro para o seu negócio de telefonia móvel Vivo.


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