Redes zumbis e ransomware ameaçam Android

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Há alguns meses foi detectada a primeira rede de zumbis (botnets) para Android e nas últimas semanas ataques bancários avançados contra dispositivos móveis. Não é novidade falarmos que os smartphones são computadores, nem que o Android é o sistema operacional para smartphones mais popular, com uma fatia de mercado que supera os 60 por cento.

Especial BRHá alguns meses foi detectada a primeira rede de zumbis (botnets) para Android e nas últimas semanas ataques bancários avançados contra dispositivos móveis.

Android-e1380879242849Não é novidade falarmos que os smartphones são computadores, nem que o Android é o sistema operacional para smartphones mais popular, com uma fatia de mercado que supera os 60 por cento. Também não é novo o fato de que os criadores de vírus e cibercriminosos têm apostado no Android, que se transformou no alvo preferido quando se planeja novos ataques.

Desde que os primeiros programas maliciosos para Android foram detectados em agosto de 2010, foram registadas mais de 300 famílias de malwares. E desde então a evolução tem sido inexorável. Na próxima semana, Barcelona será transformada na capital da mobilidade; serão mostradas as últimas tecnologias de rede, o 5G será demonstrado, serão apresentados os  terminais mais avançados do mercado e aparelhos dos mais variados. Se falará muito de segurança móvel.

A Sophos estará presente pelo segundo ano consecutivo, e outras muitas empresas do setor de segurança, que nos outros anos não participaram ou o fizeram de forma tímida, também estarão lá. E preparando o terreno, a Sophos acabou de publicar um estudo, denominado “As principais ameaças da segurança que afetam o Android” e fala do Ginmaster, uma ameaça que replica no Android um ataque usual  no Windows: camuflagem de processos, criptografia de endereços da web e instruções de sistema e comandos, com o agravante que utiliza técnicas de criptografia que complicam ainda mais sua detecção.

Além disso, a Sophos destacou três ameaças que tem o Android como alvo: redes zumbis (botnets), ransomware (sequestro digital de aparelhos) e roubos de contas bancárias.

Acreditava-se que criar redes zumbis com smartphones era complicado, mas a primeira foi descoberta. A Sophos batizou como Andr/GGSmart-A, e a central de controle encontra-se na China. A rede que escraviza os aparelhos mantém um baixo controle dos aparelhos, que são usados para enviar SMS a números Premium, com cobrança diferenciada.

“Devido à sua complexidade e periculosidade, pode ser um dos programas maliciosos mais perigosos dos que existem na atualidade”, diz a Sophos.

Os ransomwares, descobertos há mais de 25 anos, tiveram a primeira aparição no Android em junho do ano passado. O app criminoso é denominado Android Defender, ransomware que se disfarça de antivírus falso e exige o pagamento de resgate de 100 dólares para restaurar o acesso ao dispositivo. Sem o dinheiro, o aplicativo bloqueia completamente o smartphone, sendo impossível de ser desinstalado.

Para a Sophos,  é certo que veremos mais ataques deste tipo, e infelizmente,  seguramente mais avançados.

A empresa de segurança também aponta os ataques bancários como grandes ameaças contra o sistema do Google. São ataques que começam infectando o navegador do PC,  e que quando detecta o acesso a uma conta de banco, avisa que um aplicativo precisa ser baixado, pedindo número de telefone e modelo. O aplicativo, cujo link vem por SMS, é na verdade um malware.

Em declaração, a Sophos reconhece que nos últimos meses o Google tem implementado melhorias de segurança nas suas novas versões do Android, oferecendo ferramentas gratuitas de segurança. A empresa estará presente no Mobile World Congress 2014.


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