São Paulo pode enfrentar problemas de TI com greve

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O impasse na negociação dos trabalhadores de TI paulistas com os patrões pode causar dificuldades na vida dos cidadãos, pois as principais empresas responsáveis pelos sistemas e informatização dos serviços mais usados serão afetadas pela paralisação, marcada para amanhã, sexta-feira, 21 de fevereiro. A afirmação é do Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do

O impasse na negociação dos trabalhadores de TI paulistas com os patrões pode causar dificuldades na vida dos cidadãos, pois as principais empresas responsáveis pelos sistemas e informatização dos serviços mais usados serão afetadas pela paralisação, marcada para amanhã, sexta-feira, 21 de fevereiro.

greve

A afirmação é do Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), que alerta inclusive para o possível atraso na implementação de projetos para a Copa do Mundo.

“Quando falamos em paralisação dos trabalhadores de TI de São Paulo, estamos falando em 45% da mão de obra total do setor no país. As maiores empresas de nossa base não prestam apenas serviços locais. Outros estados também serão afetados”, declarou Antonio Neto, presidente do Sindpd.

No último dia 18, o Sindpd encaminhou às estatais Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo), Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado São Paulo), Ima, Empro, Corderp e Cijun, uma proposta de reunião para contingenciamento de pessoal e estabelecimento das regras de manutenção dos serviços essenciais, como exige a Lei de Greve.

Assim que a greve entrar em vigor, por lei as empresas não poderão demitir injustificadamente os funcionários durante este período. Enquanto não for firmado acordo entre o Sindpd e os patrões, está proibido a aplicação de banco de horas e as paralisações de trabalhadores precisam ser respeitadas sem retaliações.

A greve da categoria foi aprovada em assembleia no último sábado,15, e é fruto de impasse entre trabalhadores e empresários quanto aos índices da negociação salarial. Foram feitas cinco reuniões, que terminaram sem acordo. A última proposta apresentada pelo patronato foi de reajuste de 6,5%, obrigatoriedade de apresentação de plano de participação nos lucros e resultados (PLR) para empresas com mais de dez funcionários, vale-refeição (VR) para companhias com mais de 35 empregados e reajuste dos pisos de 7%. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 8,8% e de 10,3% no piso da categoria, além de VR e PLR para todas as empresas.


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