Ciberataques russos e ucranianos podem não ter sido apoiados pelo Estado

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Eugene Kaspersky critica espionagem e guerra cibernética, dizendo que os países deveriam cooperar na luta contra o cibercrime, mas reconhece o envolvimento de hacktivistas nestes ataques. O Especialista em segurança russo Eugene Kaspersky expressou dúvidas em relação às alegações de que os governos Russo e Ucraniano estão atualmente envolvidos em ciberataques. A declaração foi dada

steve_mccaskill-01Eugene Kaspersky critica espionagem e guerra cibernética, dizendo que os países deveriam cooperar na luta contra o cibercrime, mas reconhece o envolvimento de hacktivistas nestes ataques.

Eugene-Kaspersky

O Especialista em segurança russo Eugene Kaspersky expressou dúvidas em relação às alegações de que os governos Russo e Ucraniano estão atualmente envolvidos em ciberataques. A declaração foi dada durante palestra na CeBIT.

O CEO da Kaspersky delineou os principais gêneros de ameaças que podem ter impacto nos negócios e apontou como as empresas podem minimizar os seus riscos, incluindo a implementação de padrões de TI que deverão ser introduzidos ao nível legislativo.

“A espionagem prejudica a confiança entre os países”, disse o executivo. “É um exagero”, adicionando que a espionagem vai atrasar o desenvolvimento do ciberespaço, porque as nações vão investir em redes locais.

A Alemanha já está pensando em instituir uma “Internet Alemã”, depois que os programas de vigilância norte-americanos foram revelados. Houve até fortes suspeitas que o smartphone da Chanceler alemã Angela Merkel estivesse sendo monitorado, fato que se repetiu, como lembrou Kaspersky, na Rússia e no Brasil.

O especialista disse que, enquanto as empresas locais de TI ficam satisfeitas com as oportunidades de lucro que os conflitou oferecem, ele está longe disso, pois quer viver em mundo único, não fragmentado: “Vivemos no século XXI, não quero voltar ao século XIX”.

Kaspersky ainda debateu a crescente ameaça dos ataques de sabotagem, como é o caso da Stuxnet, suposta arma digital dos EUA e Israel que foi direcionada para centrais nucleares iranianas, mas que, diz Kaspersky, também infectou sites na Rússia.

“Temos sorte por não ter sido alvo de muitos ataques, mas ainda nos aguardam muitos outros”, avisou, e acrescentou, em tom de brincadeira, que os ataques aos radares fotográficos de velocidade na Rússia não foram uma má ideia.


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