Governo dos EUA processa Sprint por custos de vigilância

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A Sprint, uma das maiores operadoras móveis norte-americanas, foi processada pelo governo dos Estados Unidos sob alegações de ter exigido, tanto ao FBI como a outras autoridades legais, uma quantia exorbitante pela interceptação de comunicações telefônicas requeridas por lei. Melinda Haag, procuradora norte-americana, declarou que a Sprint sobrefaturou agências governamentais como o FBI, a Drug

A Sprint, uma das maiores operadoras móveis norte-americanas, foi processada pelo governo dos Estados Unidos sob alegações de ter exigido, tanto ao FBI como a outras autoridades legais, uma quantia exorbitante pela interceptação de comunicações telefônicas requeridas por lei.

Melinda Haag

Melinda Haag, procuradora norte-americana, declarou que a Sprint sobrefaturou agências governamentais como o FBI, a Drug Enforcement Administration e o Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives. A empresa, numa queixa apresentada pelo governo norte-americano, é acusada de ter aumentado os seus encargos em 58 por cento entre 2007 e 2010.

Um porta-voz da Sprint, John Taylor, diz que, legalmente, o governo é obrigado a reembolsar a operadora de telefonia pela tabela vigente quando assiste autoridades legais em situações de vigilância eletrônica. “As faturas apresentadas pela Sprint ao governo estão totalmente de acordo com a lei”.

Em 1996, as operadoras foram obrigadas a atualizar os seus equipamentos de forma a assegurar a assistência a entidades federais em casos de interceptação de comunicações.

Contudo, as empresas estão proibidas de cobrar às agências legais os custos da nova infraestrutura. Haag reforça que a Sprint Communications, antes Sprint Nextel, incluiu essas mesmas despesas nas faturas que apresentou às entidades governamentais.


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