Obama garante que NSA deixará de gravar registros telefônicos

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O presidente norte-americano Barack Obama declarou que seu governo não armazenará dados telefônicos em massa pela Agência de Segurança Nacional (NSA). Segundo ele, o objetivo é diminuir as preocupações dos cidadãos, sem afetar a luta contra o terrorismo. Segundo ele, está em preparação uma proposta para acabar com a guarda sistemática de dados sobre os

O presidente norte-americano Barack Obama declarou que seu governo não armazenará dados telefônicos em massa pela Agência de Segurança Nacional (NSA). Segundo ele, o objetivo é diminuir as preocupações dos cidadãos, sem afetar a luta contra o terrorismo.

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Segundo ele, está em preparação uma proposta para acabar com a guarda sistemática de dados sobre os hábitos de chamada dos americanos.  Caso seja aprovada pelo Congresso, a lei deixará o armazenamento sob responsabilidade das operadoras de telefonia, que não teriam que para manter os dados por mais tempo do que normalmente já fazem.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva ao término da 3ª Cúpula sobre Segurança Nuclear na Holanda. De acordo com Obama, a novas reformas afastarão as preocupações sobre o armazenamento de metadados telefônicos — as características da chamada, mas não seu conteúdo — e assegurarão que há suficiente supervisão a cargo do Poder Judiciário.

Pela proposta, a NSA somente poderia obter registros específicos com autorização judicial, que obriga as operadoras de telefonia fornecerem rapidamente os registros, inclusive de forma contínua, caso requisitado.

Como parte da proposta, a administração Obama decidiu pedir ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira que renove o programa por pelo menos mais um ciclo de 90 dias, para que todas mudanças sejam concluídas.

Em entrevista ao New York Times, Obama disse confiar que o Congresso não colocará objeções para aprovar as novas normas, recomendadas por um grupo de analistas independentes após as revelações do ex-técnico da NSA, Edward Snowden, sobre o programa de espionagem telefônica e da internet da NSA.

Apesar de admitir que a NSA segue realizando ações de “vigilância” no exterior, Obama assegurou que as revelações de espionagem sobre países aliados, embora “tenha sido irritante, não define as relações entre países”. Ele reiterou que a cooperação em inteligência com os aliados continua sendo importante para a luta global contra o terrorismo ou a proliferação nuclear.


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