Steve Ballmer faz balanço da última década [com vídeo]

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O ex-CEO da Microsoft contou sua experiência a estudantes da Saïd Business School, na Universidade de Oxford, em uma palestra no dia 28 de fevereiro. O vídeo com trechos da palestra foi divulgado ontem, e traz revelações interessantes sobre os erros e acertos da companhia. Ele afirmou que, últimos dez anos, algumas coisas não deram

O ex-CEO da Microsoft contou sua experiência a estudantes da Saïd Business School, na Universidade de Oxford, em uma palestra no dia 28 de fevereiro. O vídeo com trechos da palestra foi divulgado ontem, e traz revelações interessantes sobre os erros e acertos da companhia.

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Ele afirmou que, últimos dez anos, algumas coisas não deram muito certo. ““O que mais me arrependo é não termos colocado hardware e software juntos antes””, fazendo alusão à Apple, que criou seu smartphone e sistema operacional juntos, fechando um ecossistema. ““Teríamos uma posição mais forte no mercado de smartphones hoje se eu pudesse voltar atrás e refazer os últimos dez anos”, lembrou o executivo.”

Nos Estados Unidos, segundo a comScore, a empresa é dona de 3,1% do mercado mobile, o que a coloca atrás de dispositivos Android (51,1%), iOS (41,8%) e Blackberry (3,4%).

Historicamente, as primeiras safras de dispositivos com Windows Mobile sofreram com a falta de software de terceiros, que quando existiam custavam muito caro, dissuadindo os consumidores que queriam adotar o sistema.

Sobre a aquisição do WhatsApp pelo Facebook, Ballmer disse não saber se a fusão pode dar certo, mas que é certo que Zuckerberg saberá fazer dinheiro com a compra.

“”Ter 450 milhões de usuários significa que você mereça ser comprado por US$ 19 bilhões? Não, você tem que definir suas medidas de sucesso. Na prática, isso significa pensar: ‘Com esses usuários, eu consigo fazer dinheiro suficiente para atender às expectativas dos meus acionistas?’ Isto é pensar a longo prazo”, declarou.”

Quanto às startups, Ballmer apontou que o erro é justamente não pensar a longo prazo. Ele revelou que o segredo das grandes empresas é não desistir prematuramente, é insistir na inovação. “Imagine daqui a dez anos: você acha que os celulares vão se parecer com os de hoje?”, concluiu.


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