BYOD em risco pelos “dramas” da segurança

Segurança

Um dos movimentos que mais tem dado que falar no que diz respeito à mobilidade é o BYOD. Em inglês Bring Your Own Device, traduzido para português mais ou menos como traga o seu próprio dispositivo. O conceito é excelente mas o que mais tem vindo a lume são as questões relacionadas com a segurança.

Um dos movimentos que mais tem dado que falar no que diz respeito à mobilidade é o BYOD. Em inglês Bring Your Own Device, traduzido para português mais ou menos como traga o seu próprio dispositivo. O conceito é excelente mas o que mais tem vindo a lume são as questões relacionadas com a segurança.

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Imagine todos os colaboradores de uma empresa começarem a aceder à rede sem estarem devidamente protegidos. Aliás, há mesmo quem defenda que o melhor seria mudar o nome ao “BYOD” para… “Bring your own… disaster”. Ou seja, um dos grandes desafios dos intervenientes neste mercado ainda é conseguir a eficácia e usabilidade na empresa. Mas também garantir que os níveis de segurança estão a ser perfeitamente cumpridos. Até porque, garantem os especialistas, a eficácia envolve a gestão de risco e de dispositivos. Já a usabilidade supõe que seja cómodo para o utilizador, fácil de administrar, mas que seja também flexível para a organização.

Esta é uma visão. Mas um recente documento lançado pela Oracle diz que as empresas europeias que negam o BYOD estão a perder a oportunidade de obter as vantagens que este oferece.

Resistência à adoção

O estudo, cujas conclusões foram enviadas à comunicação social, constatou que existe uma certa resistência à adoção do BYOD em muitos países da Europa, sobretudo devido às preocupações de segurança manifestadas pelas empresas e que estão relacionadas com a informação de negócio, com os dispositivos, com a identidade dos utilizadores e a segurança das aplicações. “As organizações que adotaram o BYOD estão muito melhor posicionadas para explorar as vantagens que este disponibiliza do que aquelas que não o fizeram, nomeadamente a redução dos custos de TI e o aumento dos níveis de produtividade dos utilizadores”, diz do documento da Oracle.

A empresa norte-americana explica que as soluções atualmente disponíveis oferecem funcionalidades avançadas de controlo de segurança quer para os dispositivos corporativos, quer para os pessoais, ao mesmo tempo que fornecem experiências de utilização mais simples. “Ao isolarem dados corporativos e pessoais, as organizações têm um controlo granular muito mais profundo e a flexibilidade de permitir aos utilizadores o acesso seguro à informação, às aplicações, aos sistemas e à governação empresariais, a partir dos seus dispositivos”.

44% da Europa não quer BYOD

Atualmente, quase metade das empresas na Europa (44%) são adversárias do BYOD, ou só o permitem excecionalmente. Outro dado é que mais de 29% limita a sua utilização somente aos empregados seniores. E 22% simplesmente baniu a possibilidade da informação ou dos dados da empresa virem a residir num dispositivo BYOD. Depois, claro, há sempre os 20% que não possuem quaisquer regras. Outro dado bastante relevante é que mais de metade não inclui os smartphones no BYOD.

A principal preocupação das empresas é obviamente a segurança da informação, sendo que neste estudo 45% dos inquiridos revelou possuir grandes apreensões sobre a segurança dos dispositivos, 53% sobre a segurança das aplicações e 63% sobre a segurança dos dados

O estudo também revela que muitas destas preocupações sobre a segurança estão relacionadas com a falta de conhecimento acerca das múltiplas funcionalidades de segurança de que dispõe as soluções de segurança modernas. Já  37% nunca ouviu falar de containerization (uma tecnologia criada para separar dados pessoais de dados profissionais) e quase um terço das empresas não recorre a nenhuma forma de Gestão dos Dispositivos Móveis. Mais. 22% nunca ouviu falar de Gestão das Aplicações Móveis. “As empresas que adotaram o BYOD têm uma visão mais unificada e tratam quer os tablets quer os smartphones como BYOD; resolveram com sucesso muitas das questões relacionadas com a segurança; e estão preparadas para lidarem melhor com mudanças mais profundas nos desenvolvimentos do BYOD no futuro”, lê-se no documento.


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