EUA pode barrar transação entre Lenovo e IBM

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O Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) pode acabar com a aquisição da divisão de servidores da IBM pela Lenovo, sob a alegação de que o negócio teria o potencial de liberar à China o acesso às informações e arquivos neles contidos. O CFIUS é o órgão que avalia

O Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) pode acabar com a aquisição da divisão de servidores da IBM pela Lenovo, sob a alegação de que o negócio teria o potencial de liberar à China o acesso às informações e arquivos neles contidos.

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O CFIUS é o órgão que avalia os riscos de aquisições estrangeiras feitas por agências de segurança nacional ou empresas americanas com operações estratégicas. Hoje, Pentágono, o FBI e as maiores operadoras de telecom norte-americanas utilizam servidores IBM.

Agora, a Lenovo tem que convencer as autoridades de sua lisura. O bom exemplo que está sendo usado é o da compra da divisão de computadores pessoais da IBM em 2005, que foi feita com transparência e nunca envolveu a fabricante em questões de espionagem ou privacidade.

A multinacional chinesa também reforça ao CFIUS que será unicamente responsável pela fabricação do hardware, e que os serviços de manutenção e administração terceirizados continuarão sob responsabilidade integral da IBM.

“O governo vai lançar um olhar mais acurado para o grau de penetração dos servidores, onde estão instalados, se são velhos ou novos e a capacidade de cada um deles”, disse Mario Mancuso, advogado do escritório Frank, Harris, Shriver & Jacobson LLP, ouvido pela agência de notícias Bloomberg. “Eles podem usar os servidores como um meio de inserção em redes e sistemas de dados do governo dos EUA?”, é a pergunta a ser feita, segundo ele.

China e EUA estão em constantes embates sobre espionagem e privacidade, com a última questão envolvendo a Huawei, que chegou até a causar mal estar em um encontro de cúpula entre os dois países.

As autoridades americanas também vão examinar a utilização dos servidores em infraestruturas críticas, tais como fábricas de produtos químicos e empresas do setor de energia.

Caso o negócio seja desfeito, a Lenovo terá que pagar multa US$ 200 milhões à IBM, honrando o acordo de compromisso assinado quando a transação foi fechada.


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