HP repensa estratégia para conquistar mercado no Brasil

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Com produtos feitos no país, a fabricante quer usar a força da marca HP para mudar a percepção de valor do consumidor, oferecendo por preços competitivos tablets e um notebook conversível. Em evento que reuniu a imprensa especializada em São Paulo, a HP apresentou sua nova linha de produtos voltados ao consumidor final e ao

Com produtos feitos no país, a fabricante quer usar a força da marca HP para mudar a percepção de valor do consumidor, oferecendo por preços competitivos tablets e um notebook conversível.

tablets hp

Em evento que reuniu a imprensa especializada em São Paulo, a HP apresentou sua nova linha de produtos voltados ao consumidor final e ao mercado corporativo.

São dois tablets rodando Android, de 7 e 8 polegadas, um notebook conversível de baixo custo e um tablet de alta performance para corporações, com grande opção de adicionais e resistência aos rigores industriais.

Sem citar diretamente os concorrentes, Claudio Raupp, vice-presidente do grupo de imagem e impressão pessoal da HP do Brasil, afirmou que o objetivo é aumentar fortemente o volume de vendas no Brasil, mas sem abrir mão da qualidade.

Essa busca pela qualidade foi enfatizada por Fabio Ranieri, gerente de mobilidade de HP. Para ele, o consumidor que comprou um tablet de entrada, que custa a partir de R$ 200, não está satisfeito com a experiência e já sabe o que quer em um aparelho. O lema da nova linha é fazer do básico um produto bom.

Ranieri explicou que, segundo estimativas da HP, 80% do mercado de tablets se concentra em aparelhos com tela de 8 polegadas ou menos. O de 7 polegadas é mais adequado para o entretenimento, com foco em jogos e vídeo. O de 8, com tela na proporção 4×3, 0é mais adequado à informação (leitura de livros e sites) e criação de conteúdo, pois a tela mais ampla facilita a digitação.

Tanto o tablet de 7 polegadas quanto o de 8 trazem processador quad core A31 ARM Cortex A7, que oferecem uma resposta muito rápida. Segundo a HP, a lentidão dos tablets mais baratos é a maior reclamação do consumidor.

A câmera frontal, com resolução VGA, foi apontada como outro fator crucial para a decisão de compra. A HP acredita que o usuário deseja utilizar o aparelho para comunicar-se por vídeo, usando o Skype ou aplicativos similares. A importância é tamanha que a empresa optou por deixar de fora a funcionalidade do GPS para colocar mais uma câmera na frente, acompanhando a traseira de 2 megapixels.

Visualmente, os tablets parecem bem genéricos. A traseira de alumínio dá um ar de produto superior e a textura acetinada do metal é agradável ao toque. Mas o design, em especial do de 8 polegadas, lembra demais o iPad mini, com a moldura branca.

Os tablets chegam ao mercado em junho, custando R$ 599 (7″) e R$ 799 (8″).

O Pavilion X360 foi o produto mais curioso apresentado. Ele é um notebook com tela sensível ao toque que pode ter a tela aberta 360 graus, transformando-o em um tablet. Vendido apenas na cor vermelha (com foco direto no público jovem, a tela de 11,6 polegadas se aproxima bastante das dimensões de um caderno universitário. Com processadores bastante modestos (Intel Bay Trail Celeron N2820 Dual Core ou Pentium N3520 Quad Core), o Pavilion X360 não vem para brigar por potência, mas é suficientemente competente para o básico. O notebook custará R$ 1.599 (Celeron) e R$ 1.799 (Pentium).

Feito para uso profissional, o ElitePad 1000 G2 é um híbrido de tablet e notebook. Tem tela de 10,1 polegadas com resolução de 1.900 x 1.200 e sistema Windows 8.1 ou 8.1 Pro, dependendo da configuração. Com preços a partir de R$ 3.499, ele aceita vários tipos de acessórios (vendidos separadamente), voltados a diferentes segmentos.

O movimento da HP é um claro avanço sobre empresas como Lenovo e Asus, que tem ganho mercado apostando justamente na combinação bom-bonito-barato, sem abrir mão da qualidade. Tanto os tablets como o Pavilion X360 tem a clara vocação para as classes D-C, segmento que tem apresentado forte consumo de gadgets. Com a força da marca, e um bom suporte técnico pós-venda, a HP tem chance de crescer no mercado nacional.

 


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