Parceria entre IBM Brasil e FINEP visa desenvolver poder da nuvem

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A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) contemplou a IBM Brasil com R$ 5.7 milhões para desenvolver uma tecnologia pioneira no Brasil e no mundo para gerenciar recursos na Cloud de forma mais eficiente. Com duração de três anos, o contrato prevê a criação do sistema básico, otimizações

A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) contemplou a IBM Brasil com R$ 5.7 milhões para desenvolver uma tecnologia pioneira no Brasil e no mundo para gerenciar recursos na Cloud de forma mais eficiente.

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Com duração de três anos, o contrato prevê a criação do sistema básico, otimizações e testes, com colaboração de universidades brasileiras e estrangeiras, com o intuito de maximizar o conhecimento e a plataforma a ser desenvolvida.

Os recursos foram obtidos a partir do programa TI Maior, que tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento de softwares e produtos de tecnologia no Brasil. O dinheiro será investido na criação de umsoftware dinâmico e com autonomia de gerenciamento para que pequenas, médias e grandes empresas usem adequadamente o potencial da nuvem de acordo com sua demanda e missão.

Segundo Marco Aurelio Stelmar Netto, pesquisador do laboratório de pesquisas da IBM Brasil, a ideia é desenvolver uma plataforma que faça um balanço entre recursos especializados e tradicionais de maneira dinâmica, de acordo com a demanda da empresa em tempo real. “Um dos grandes diferenciais é que os usuários poderão especificar objetivos de negócio e restrições financeiras, e a plataforma automaticamente gerenciará os recursos de acordo com esses fatores. Sem a plataforma, empresas precisam gastar mais para ter acesso a recursos de alto desempenho e especializados de maneira desnecessária. Escolher os recursos é uma tarefa difícil, mas automatizar essa escolha levando em conta objetivos de negócio e custos será um grande diferencial”, afirma Marco.

A tecnologia poderá beneficiar empresas de todos os portes, universidades e órgãos governamentais, auxiliando-os em momentos críticos de demanda, principalmente em momentos de pico de acesso. “Esta tecnologia poderá ajudar diversos segmentos sensíveis no país, como agricultura, saúde, finanças, administração de cidades, educação, entre outras indústrias”, explica.

Há diversas aplicações para esta solução que podem beneficiar as cidades e negócios, como no caso, por exemplo, de uma empresa que queira fornecer na nuvem um serviço de gerenciamento de transporte, que disponibilize rotas personalizadas aos usuários de acordo com suas preferências e atividades. Esse serviço poderia ser executado em um conjunto de máquinas virtuais tradicionais. Mas, supondo que aconteça algum evento inesperado em uma região e que seja necessário fazer um processamento rápido das rotas de todas as pessoas afetadas por isto, este processamento poderia ser feito, de maneira ágil, por máquinas especializadas para atender este tipo de demanda emergencial. “A empresa cadastra seus objetivos de negócio e restrições financeiras, e com estas informações, a plataforma que desenvolveremos determinaria, automaticamente, se seria possível ou valeria a pena utilizar estes recursos”, diz Marco.

Com o potencial da nuvem escalável, demandas maciças repentinas poderão ser instantaneamente supridas, sem a necessidade de alocação de recursos de hardware para cálculos computacionais especializados, de maior complexidade de gerenciamento.


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