Dotcom estreia no campo político da Nova Zelândia

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O excêntrico e polémico magnata digital Kim Dotcom prepara-se para se tornar no mais recente ator na cena política da Nova Zelândia, depois de ter sido revelado que o Partido da Internet, o qual fundou, unir-se-á ao esquerdista Partido Mana, para que assim possa conquistar um lugar nas eleições gerais a ocorrer em setembro. Depois

O excêntrico e polémico magnata digital Kim Dotcom prepara-se para se tornar no mais recente ator na cena política da Nova Zelândia, depois de ter sido revelado que o Partido da Internet, o qual fundou, unir-se-á ao esquerdista Partido Mana, para que assim possa conquistar um lugar nas eleições gerais a ocorrer em setembro.

kim dotcom

Depois de em 2012 ter sido surpreendido na sua mansão na Nova Zelândia por forças de intervenção policiais que lhe apreenderam todos os bens, numa operação coordenada pelo governo norte-americano, Kim Dotcom, criador do afamado website de partilha de ficheiros Megaupload, vai unir o seu recentemente arquitetado Partido da Internet a um partido esquerdista neozelandês, que conta já com um membro no parlamento, preparando assim o terreno para a emergência do Internet Mana, um partido que verá combinadas as listas de candidatos de ambas as fações.

Vindo ao mundo sob o nome Kim Schmitz, o empresário digital não ocupará nenhuma posição no partido pelas liberdades na esfera da Internet, uma vez que, apesar de estar na posse do direito de votar na Nova Zelândia, não pode entrar na corrida política enquanto não se tornar um cidadão neozelandês oficial.

Dotcom tem afincadamente batalhado contra as autoridades norte-americanas que querem extraditá-lo para os Estados Unidos, onde responderá perante acusações de pirataria digital.

O diretor executivo do Partido da Internet Vikram Kumar asseverou que ambos os partidos manterão as suas próprias políticas. O Partido da Internet alveja jovens votantes com promessas de serviços de Internet mais baratos, de criação de empregos de alta-tecnologia e de reforço da proteção do direito à privacidade.

Por seu lado, o partido parceiro tem defendido políticas que mitiguem as desigualdades socio-económicas na Nova Zelândia.


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