Lucros da Symantec aumentam mas receitas não acompanham

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Numa altura em que os ataques cibernéticos são uma crescente e catastrófica tendência, a fabricante de software de cibersegurança Symantec vê diante de si uma oportunidade de crescimento. Como em terra de cegos quem tem olho é rei, a Symantec está a aproveitar a vaga de ataques cibernéticos para aumentar os seus lucros e reforçar

Numa altura em que os ataques cibernéticos são uma crescente e catastrófica tendência, a fabricante de software de cibersegurança Symantec vê diante de si uma oportunidade de crescimento.

Symantec

Como em terra de cegos quem tem olho é rei, a Symantec está a aproveitar a vaga de ataques cibernéticos para aumentar os seus lucros e reforçar a sua posição num mercado que pode estar à beira da obsolescência, recorrendo a cortes nas despesas.

Num relatório referente ao presente trimestre, a empresa de segurança digital divulgou previsões em que as receitas superam as estimativas dos analistas. Assim, as vendas deverão estar compreendidas entre US$ 1,65 bilhões e US$ 1,69 bilhões valores que ultrapassam as previsões dos analistas, de RS$ 1,64 bilhões de dólares .

A consultoria Gartner adivinha, para este ano, que os gastos em software e dispositivos de segurança aumentem em 9,1 por cento, para os 71,7 mil milhões de dólares.

Estas previsões são, com efeito, favoráveis à empresa, enquanto tem em mãos uma reforma administrativa e tenta vingar num mercado que tendencialmente migra para as esferas dos dispositivos móveis, onde as ferramentas de cibersegurança não são tão amplamente aplicadas.

Somente num par de anos, a Symantec viu chegar e partir dois diretores executivos. Como tal, a empresa contratou entidades bancárias para explorarem alternativas estratégicas e para a escudarem de investidores ativistas.

“[A Symantec] é ainda um interveniente primário na área, o que lhe confere muitas vantagens”, avançou Patrick Walravens, analista na JMP Securities, acrescentando que a empresa tem ainda um importante a desempenhar no setor da segurança informática.

No trimestre terminado no passado dia 28 de março, a Symantec registou lucros líquidos de US$ 217 milhões (32 centavos por ação), um aumento expressivo relativamente aos US$ 190 milhões (27 centavos por ação) no período homólogo do ano anterior.

No entanto, as receitas sofreram uma queda de sete por cento, comparativamente ao mesmo período do ano de 2013, para US$ 1,63 bilhões, alinhando-se com as estimativas de Wall Street.

Cada um dos segmentos de negócio da Symantec (segurança do utilizador, segurança dos negócios e armazenamento de dados) foi vítima de quebras nas vendas, mas os lucros aumentaram, fruto de reduções nas despesas mediante cortes laborais.

“De um modo geral, podemos classificar o desempenho como C+, mas isso era já esperado pelos investidores”, afirmou Daniel Ives, analista na FBR.

A Symantec projetou que no presente trimestre as ações subirão para os 42 centavos cada uma, o que não foge ao valor calculado pelos analistas.

Poucos dias após Brian Dye, vice-presidente de segurança informática da Symantec, ter veemente decretado que o software antiviral havia já passado há História, os resultados divulgados pela empresa evidenciam, sem sombra de dúvida, que a Symantec enfrenta as suas dificuldades.

O relatório, contudo, não abordou a declaração profética de Dye nem desvendou o mais pequeno pormenor relativamente à escolha de um novo CEO, cargo temporariamente ocupado por Michael Brown.


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