Tecnologia para fabricação de smartphones será testada no Brasil

ComponentesEscritórioHOMEMobilidade

Uma nova tecnologia para produção de smartphones será testada e validada por indústrias instaladas no Brasil. A tecnologia, que pode ter impacto sobre tamanho, performance, velocidade e custo de fabricação dos telefones, deve chegar ao mercado entre o final deste ano e o início do próximo Os testes em empresas brasileiras ocorrerão em função de acordo firmado

Uma nova tecnologia para produção de smartphones será testada e validada por indústrias instaladas no Brasil. A tecnologia, que pode ter impacto sobre tamanho, performance, velocidade e custo de fabricação dos telefones, deve chegar ao mercado entre o final deste ano e o início do próximo

Micro Chip

Os testes em empresas brasileiras ocorrerão em função de acordo firmado hoje  por três ministérios – Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Ciência, Tecnologia e Inovação e das Comunicações –, com a desenvolvedora de semicondutores e de celulares norte-americana Qualcomm. A empresa fará transferência de tecnologia às companhias brasileiras.

“Terá transferência de tecnologia do ponto de vista do projeto, de linhas de produção e montagem e de validação comercial. A ideia é que a produção se dê este ano no Brasil. O primeiro ganho é a experiência que [a indústria brasileira obterá]. A validação sendo positiva, o Brasil sai na frente dos outros países nas exportações desse produto”, disse Ricardo Schaefer, secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo ele, duas empresas com sede no Brasil devem participar do processo, mas os nomes não foram divulgados.

De acordo com Rafael Steinhouser, vice-presidente sênior e presidente para a América Latina da Qualcomm, o Brasil será uma plataforma de testes para o novo produto. Ele disse que não poderia dar detalhes sobre a tecnologia por questões estratégicas. O acordo assinado não prevê exclusividade com os brasileiros.

A Qualcomm faz design de componentes e contrata parceiros para a fabricação dos produtos. “Dependemos de uma grande quantidade de empresas muito sofisticadas que fazem esses produtos, centenas de milhões de dispositivos por ano”, explicou Steinhouser.

Além dos testes e da validação de tecnologia, a empresa norte-americana acertou com o governo brasileiro a participação em um grupo de trabalho que pesquisará estratégias para a inserção do Brasil no mercado de semicondutores. “Nos últimos anos, o Brasil conseguiu criar um pequeno ecossistema de semicondutores. Temos vários investimentos no país na produção de chips. Agora vamos dar um salto de qualidade nesse trabalho”, destacou o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento.

Segundo Ricardo Schaefer, o mercado movimentará US$ 351 bilhões em 2014. No entanto, segundo o governo, a balança comercial brasileira é deficitária em US$ 25 bilhões em microeletrônicos, dos quais de US$ 11 bilhões a US$ 12 bilhões dizem respeito a semicondutores. “O smartphone hoje é o grande instrumento de inclusão digital. Se não trabalharmos nesses componentes, vamos gerar déficit na balança maior do que nós temos anualmente”, declarou.

 


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor