63% das empresas acham não ser possível evitar o roubo de dados

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A empresa de segurança digital Websense divulgou relatório da pesquisa “Expondo as Lacunas da Cibersegurança: Uma Perspectiva Global”, revelando as deficiências e a falta de informação que desafiam os profissionais de segurança de TI. A nova pesquisa, realizada pelo Instituto Ponemon, reúne informações de 5.000 profissionais de segurança de TI no mundo inteiro, revela um

A empresa de segurança digital Websense divulgou relatório da pesquisa “Expondo as Lacunas da Cibersegurança: Uma Perspectiva Global”, revelando as deficiências e a falta de informação que desafiam os profissionais de segurança de TI.

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A nova pesquisa, realizada pelo Instituto Ponemon, reúne informações de 5.000 profissionais de segurança de TI no mundo inteiro, revela um déficit em sistemas de segurança corporativos, uma desconexão em como dados confidenciais são avaliados e visibilidade limitada das atividades de hackers. O relatório apresenta uma nova visão sobre por que os cibercriminosos conseguem ter uma base ampla de ataque nas empresas.

“Esse relatório global mostra que o setor de segurança virtual tem muito trabalho pela frente para enfrentar os ciberataques”, disse John McCormack, CEO da Websense. “Os profissionais de segurança precisam de medidas efetivas e de inteligência elevada nas soluções para proteger suas organizações de ataques avançados e perda de dados. Essa necessidade é que impulsiona o compromisso da Websense em investir continuamente no desenvolvimento e inovação em segurança da solução TRITON.”

Para o relatório “Expondo as Lacunas da Cibersegurança: Uma Perspectiva Global” foram entrevistados profissionais de segurança em TI, com uma média de dez anos de experiência, de 15 países: Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Hong Kong, Índia, Itália, México, Holanda, Cingapura, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Os resultados mostram um consenso global de que os profissionais de segurança precisam de acesso a mais informações sobre ameaças, além de defesas contra ataques.

57% dos entrevistados acreditam que suas organizações não estão protegidas contra ataques virtuais avançados (Brasil: 65%); e 63% acreditam que não seria possível evitar a perda de informações confidenciais. (Brasil: 59%). A maioria (69%) acredita que as ameaças virtuais conseguem encontrar lacunas em seus atuais sistemas de segurança.

44% das companhias representadas na pesquisa sofreram um ou mais ataques cibernéticos de grande efeito, infiltrados nas redes ou sistemas das empresas, nos últimos 12 meses. No Brasil, 59% relataram ataques.

59% das companhias não possuem informações suficientes ou não têm certeza sobre tentativas de ataque e seus impactos (Brasil: 75%), e 51% (69% no Brasil) responderam que suas soluções de segurança não oferecem informações sobre como o ataque foi gerado.

De acordo com os entrevistados, existe uma lacuna entre a percepção do roubo de dados e a realidade – especificamente em relação à possível perda de receitas em seus negócios. 80% (69% no Brasil) dos entrevistados disseram que os líderes de suas empresas não acreditam que a perda de dados confidenciais poderia causar uma perda potencial de receita.

Porém, pesquisas recentes do Instituto Ponemon mostram que as violações de dados têm grandes consequências financeiras para as empresas. O custo médio por registro perdido ou roubado depois de um ataque é de US$ 188, e o custo médio de uma violação aos dados corporativos é de US$ 5,4 milhões.

“Embora existam diferenças significativas entre determinados países em relação a perguntas específicas (como a disponibilidade de informações sobre ataques virtuais), a análise global revela que a maioria dos profissionais de segurança se sente despreparada para defender suas companhias contra ameaças”, disse Dr. Larry Ponemon, presidente e fundador do Instituto Ponemon. “O desafio é ainda maior com a percepção de que os líderes dessas companhias não acreditam que a perda de dados levará a uma perda de receitas. Nossa pesquisa mostrou que isso é falso”.

Além dos resultados da pesquisa, o relatório também apresenta conclusões baseadas nos dados levantados, além de recomendações para resolver as lacunas existentes nas atuais medidas de segurança virtual. O relatório completo está disponível no site do instituto.


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