Geolocalização é nova arma contra fraudes financeiras

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O elevado número de fraudes de cartão de crédito nos EUA tem feito bancos e instituições financeiras repensar a forma de prevenir uso indevido das informações dos cartões. Como a adoção dos chips de autenticação segura ainda é baixa (surpreendentemente, nos EUA a tarja magnética ainda é utilizada), as companhias estão interligando diferentes fontes de

O elevado número de fraudes de cartão de crédito nos EUA tem feito bancos e instituições financeiras repensar a forma de prevenir uso indevido das informações dos cartões. Como a adoção dos chips de autenticação segura ainda é baixa (surpreendentemente, nos EUA a tarja magnética ainda é utilizada), as companhias estão interligando diferentes fontes de informação para defender-se.

cartão de crédito

A nova arma é a geolocalização de celulares para adicionar uma camada de autenticação contra os golpes.

O raciocínio é simples: dificilmente as pessoas se separam de seus aparelhos na hora de ir às compras. Utilizando a localização dos aparelhos, aplicada à análise de big data, é possível determinar com muito mais precisão se um cartão é roubado.

Nos próximos meses, a AT&T testará um serviço que verifica as transações usando o paradeiro de um telefone – desde que tenha permissão dos clientes.

“O mercado é enorme”, disse em comunicado Laura Merling, vice-presidente da AT&T. “Estamos usando dados e informações da rede para criar valor”.

A fraude global com cartões custou US$ 12,4 bilhões no ano passado, de acordo com David Robertson, editor do Nilson Report, um informativo sobre a indústria de pagamentos.

Hoje, quando detecta uma transação fora dos padrões de consumo dos clientes, as operadoras bloqueiam preventivamente o cartão. O problema é que nem sempre se trata de uma fraude.

Um terço das ligações recebidas pelos bancos vem de clientes a quem uma transação foi recusada desnecessariamente, e cada chamada custa entre US$ 5 e US$ 10 às operadoras de cartão.

Com o serviço proposto pela AT&T, a operadora teria automaticamente a validação geográfica do cliente, evitando o custo de atendimento e melhorando o serviço.

Os serviços com base em localizações poderiam criar uma grande oportunidade para obter receita para as operadoras de telefonia celular, que poderiam cobrar uma média de US$ 0,10 por cada transação com cartões.

A aposta é que os bancos pagariam com prazer a taxa extra para reduzirem a fraude porque eles poderiam cortar gastos diminuindo o número de ligações para o atendimento ao cliente.

A informação também tem potencial de gerar oportunidades de negócio aos parceiros das operadoras de cartão, que podem fazer ofertas personalizadas para os clientes, de acordo com a localização.


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