Brasil deve superar descompassos rumo à inovação

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O Brasil é um país complexo, repleto de especificidades e de contrastes, alguns deles inseridos em um mesmo contexto, área ou setor. Temos, por um lado, inúmeras riquezas naturais, sociais e culturais, mas ainda precisamos avançar na diminuição das desigualdades que permeiam o país. Esse descompasso também ocorre com a ciência, a tecnologia e, em

O Brasil é um país complexo, repleto de especificidades e de contrastes, alguns deles inseridos em um mesmo contexto, área ou setor. Temos, por um lado, inúmeras riquezas naturais, sociais e culturais, mas ainda precisamos avançar na diminuição das desigualdades que permeiam o país.

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Esse descompasso também ocorre com a ciência, a tecnologia e, em especial, com a inovação, no sentido de que a nossa produção em CT&I ainda não consegue ser amplamente convertida em benefícios para a sociedade em geral, tanto sob o ponto de vista econômico quanto social.

“Temos uma das melhores ciências do mundo, mas ainda nos falta, por exemplo, aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento [P&D], elementos fundamentais para a inovação”, observou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Alvaro Prata.

Em palestra realizada na passada semana durante a 66ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Prata informou que o Brasil é hoje o 13º país em produção de conhecimento em várias áreas – na medicina tropical, por exemplo, o país responde por 18% do conhecimento mundial sobre a área.

“Mas o setor econômico ainda precisa agregar todo esse saber. Somos pouco inovadores em nossas instituições”, disse o secretário. “Essa é uma das nossas fragilidades”.

Segundo ele, o país investe por ano 1,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa em desenvolvimento. Percentual que se distribui quase igualitariamente entre os setores público e privado. “Os países que são competitivos e estão bem sob o ponto de vista tecnológico destinam mais recursos que o Brasil.”

Ações

Prata citou algumas iniciativas para estruturar e fomentar a pesquisa, a ciência e a inovação no país, como a criação dos 126 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs); o Marco Legal da Inovação; o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec); o Plano Inova Empresa, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); a Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (IBN) e o Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC).

Desafios

Aumentar a difusão e o acesso ao conhecimento e à cultura científica e inovadora; estimular o empreendedorismo tecnológico e a interação entre universidades e empresas; e incrementar os investimentos, pelo setor industrial, em P&D.

Desafios a superar: cultura científica e inovadora e pouca difundida, empreendedoramente tecnológico e incipiente, pesquisadores e cientistas estão nas universidades, há pouca interação entre universidades e empresas, setor industrial investe pouco em P&D. “Precisamos estimular tudo isso e perceber que o mundo somos nós que o construímos, cada um tem a sua responsabilidade.”


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