Governo usa informações de celulares para segurança na Copa

HOMEProjetosSegurançaSetor Público

As autoridades brasileiras envolvidas na segurança da Copa estão considerando estratégicos, na investigação de crimes, os diversos tipos de informações que ficam armazenadas em smartphones e celulares, e que podem oferecer provas e indícios sobre o comportamento dos portadores desses dispositivos. Assim como acontece com as câmeras de vigilância, que foram instaladas nas cidades-sede dos

As autoridades brasileiras envolvidas na segurança da Copa estão considerando estratégicos, na investigação de crimes, os diversos tipos de informações que ficam armazenadas em smartphones e celulares, e que podem oferecer provas e indícios sobre o comportamento dos portadores desses dispositivos.

smartphone copa

Assim como acontece com as câmeras de vigilância, que foram instaladas nas cidades-sede dos jogos, os milhões de dispositivos móveis pessoais, em mãos de brasileiros e estrangeiros, são vistos como fonte indispensável de dados para a agilização de inquéritos, que são conduzidas por autoridades competentes, a partir de autorização judicial.

Ainda na fase que antecedeu à Copa de 2014, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), criada pelo Ministério da Justiça, promoveu diversos treinamentos para agentes de investigações, habilitando-os ao uso da tecnologia UFED Touch. Trata-se de um sistema de ponta, que viabiliza a extração e análise de informações forenses em celulares, smartphones, tablets e até mesmo em unidades de GPS, quando tais dispositivos são apreendidos para efeito de investigação.

De acordo com a Cellebrite, fabricante que detém a patente do Dispositivo Universal de Extração Forense (UFED) o uso dessa tecnologia em um evento como a copa é especialmente importante devido à enorme variedade de aparelhos trazidos por milhões de pessoas de todas as partes do mundo. “O emprego do UFED pelos órgãos locais durante a Copa viabiliza análise de conteúdos de mais de 5,5 mil tipos de aparelhos diferentes, representado cerca de 18 mil perfis, e em todos os sistemas operacionais”, explica Frederico Bonincontro, Diretor da Área Forense da Cellebrite para a América Latina.

Através da análise de celulares, os órgãos de investigação e aplicação da lei podem conhecer os relacionamentos interpessoais do investigado (ou da vítima), conferir seus locais de freqüência, num período exato de tempo, e ter acesso a dados preciosos, como trocas de mensagens de texto, fotografias e interações em redes sociais. “Hoje o UFED é usado por milhares de agentes da lei em mais de 60 países e praticamente todos os órgãos de segurança no Brasil já aderiam ao seu emprego”, comenta Bonincontro.

Segundo o executivo, uma das vantagens de sem utilizar o UFED está no fato de que o sistema propicia a recuperação de dados apagados da memória do dispositivo móvel, além de tornar possível a rápida decodificação de senhas ou mecanismos criptográficos que costumam ser obstáculos para a investigação.

“A tecnologia forense móvel só depende da autorização judicial para ser usada. Obtida essa autorização, ela permite que o investigador trabalhe com indícios digitais de uma forma tão prática quanto uma simples revista a uma mochila cheia de objetos pessoais, ou ao porta-luvas de um carro, contendo fotografias, documentos e qualquer coisa que possa servir de indício ou prova. Esta agilidade é fundamental para efeitos forenses, principalmente considerando-se a grande quantidade de suspeitos ou vítimas com status turista, isto é com estadias curta no País”, completa Bonincontro.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor