China aperta o cerco à Microsoft

Segurança

O governo chinês disse hoje que a Microsoft não deveria tentar, de forma alguma, obstruir a investigação das autoridades antitrust, numa altura em que as operações chinesas da tecnológica estão sob o olhar atento de Pequim. A Administração Estatal para a Indústria e Comércio (SAIC), no seu mais recente golpe desferido à Microsoft pôs em

O governo chinês disse hoje que a Microsoft não deveria tentar, de forma alguma, obstruir a investigação das autoridades antitrust, numa altura em que as operações chinesas da tecnológica estão sob o olhar atento de Pequim.

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A Administração Estatal para a Indústria e Comércio (SAIC), no seu mais recente golpe desferido à Microsoft pôs em questão a cooperação da empresa no decorrer de uma investigação iniciada na semana passada pela autoridade reguladora chinesa, depois de esta ter feito uma rusga a quatro dos escritórios da tecnológica na China, apreendendo e duplicando documentos, nomeadamente relatórios financeiros.

Sob o pretexto de terem sido violadas leis antitrust, a China lançou o seu mais recente dardo aos Estados Unidos, por intermédio da Microsoft, num altura em que as tecnológicas norte-americanas estão sob fogo no país, depois de no passado mês de maio Washington ter acusado cinco militares chineses de se terem infiltrado em empresas dos EUA e terem furtado segredos comerciais.

Segundo consta, esta declaração, contudo, parece apenas ser um aviso, pois caso a Microsoft tivesse efetivamente quebrado alguma das leis de antitrust chinesas, o governo teria já certamente dado conta da ocorrência.

Nos últimos tempos, a Microsoft tem vindo a ser vexada em praça pública pelo governo chinês, tendo o seu último sistema operativo Windows 8 sido banido das redes da China e a sua plataforma de armazenamento cloud OneDrive ter sofridos impacto seriamente negativos no país.


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